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1989
Conteúdos Paco,  Serviço

Eleições de 1989

O ano de 1989 foi um daqueles chave para a história mundial. No Brasil não seria diferente.

No plano internacional europeu, a queda do Muro de Berlim simbolizou a ruína das experiências ditatoriais pretensamente comunistas. Na América Latina, os anos 1980 assistiram à queda das ditaduras militares apoiadas pelos Estados Unidos.

No Brasil, esta transição da ditadura para a volta da democracia eleitoral foi tutelada pelos militares e dirigida por uma coalizão entre políticos com histórica ligação com os ditadores (PFL) e a oposição consentida (PMDB). O governo de José Sarney (1985-90), que conviveu com diversas crises econômicas e sociais, também precisou mostrar sua articulação política de centro-direita para enfrentar os setores de centro-esquerda na condução da Assembleia Nacional Constituinte.

A primeira eleição direta para presidente da República desde 1960, frustrada em 1984 pela Ditadura, finalmente aconteceria em 1989. Desde o início os candidatos favoritos estavam no campo da esquerda, com Brizola e Lula. Os candidatos da centro-direita ligados à transição, Ulysses e Aureliano logo capitularam na baixa popularidade do presidente Sarney. Coube aos setores da direita apostarem em um candidato então desconhecido, mas com retórica de “jovem contra a velha política”, e promessas de reformas econômicas neoliberais e modernizantes: Fernando Collor.

Collor venceu e suas promessas geraram grande expectativa para o futuro governo. Porém, o desastroso confisco das poupanças logo no primeiro dia de mandato abalou sua popularidade. Seu estilo personalista o levou a diversos choques com o Congresso, empresários e militares. Logo ele ficou isolado politicamente e acabou engolido por escândalos de corrupção. Seu governo foi um fracasso.

O livro “1989: história da primeira eleição presidencial pós-ditadura” conta em detalhes todos estes episódios que marcaram a recente história política do Brasil. Confira abaixo:

Passados 30 anos da primeira eleição presidencial da chamada Nova República, este livro une as perspectivas teórico-acadêmica e narrativa-jornalística para refletir sobre o conturbado contexto político, econômico e social de 1989. O leitor comum ou especialista em História encontrará informações e detalhes sobre a transição do pós-Ditadura, o governo José Sarney, o fim da Guerra Fria, o anticomunismo alarmista, a atuação da grande imprensa, a luta ideológica entre direita e esquerda, as mentiras espalhadas contra Lula e, principalmente, a fabricação de um candidato dito patriota, com promessas morais de acabar com a corrupção, mas que no poder se revelou um fracasso administrativo e ético. Para os que viveram 1989, a leitura trará recordações. Para todas as gerações, há exemplos e provocações políticas para o tempo presente.

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