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UFRN participa do centenário da Semana da Arte Moderna

São Paulo está comemorando o centenário da influente Semana de Arte Moderna de 1922, e terá uma contribuição vinda de Natal para celebrar esse evento histórico: Regina Johas, artista visual, professora e coordenadora do Departamento de Artes da UFRN, também está participando da exposição “+100 = 22/Quantos Patos na Lagoa?”, que abre neste sábado (29), na galeria B_arco, em São Paulo. O trabalho de Regina faz a conexão entre o modernista Mário de Andrade e sua passagem pelo Rio Grande do Norte na década de 20. 

A residência está localizada na Fazenda (e antigo engenho) Bom Jardim, na região do município de Goianinha. “A casa que abrigou Mário de Andrade, situada ao lado da casa-grande, encontra-se atualmente em estado muito avançado de deterioração”, lamentou Regina. Foi nesse lugar que Andrade conheceu o coquista Chico Antônio, e ficou fascinado por sua figura e por sua arte. O potiguar até se tornou personagem de um romance seu, chamado “Café”. 

A professora também reflete acerca da realidade de algumas construções históricas presentes na localidade, sob o ponto de vista da falta de manutenção do patrimônio histórico, da memória e da ocupação de espaços. “Ao explorar relações entre espaços, textos, contextos e seus agenciamentos por diversos atores, a obra Bom Jardim endereça o questionamento sobre a relação entre corpos, espaço urbano e memória”, analisa Regina. A fazenda Bom Jardim é um local com mais de 200 anos. 

Segundo o curador Renato De Cara, a exposição pretende fortalecer as novas artes visuais, que utilizam como referência o passado e os seus ancestrais e visualizam um futuro mais igualitário. Nesse sentido, como feito na Semana de Arte Moderna de 22, na qual se desejou o fim do parnasianismo (movimento literário que prezava a forma) e a arte acadêmica, a mostra traz a potência da arte, tanto do indivíduo quanto a coletiva, na contemporaneidade, com coragem e poder transformador. 

A Semana

Realizada entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna reuniu diversas expressões artísticas, como dança, recital de poesias e exposição de pinturas. O evento tornou-se um movimento, visto como um divisor de águas, contra o conservadorismo e uma forma de buscar renovação na produção artística no país. Mesmo após 100 anos do acontecimento, ele ainda influencia artistas.

Fonte: Tribuna do Norte

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