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Eça de Queirós: nome vivo na literatura universal

Há 176 anos, no dia 25 de novembro, nascia um dos mais celebrados nomes da literatura de língua portuguesa: Eça de Queirós.

Para comemorar a data, preparamos este artigo sobre a vida e a obra do escritor português que, até hoje, influencia autores em todo o mundo.

Boa leitura!

A vida de Eça de Queirós

José Maria de Eça de Queirós nasceu em Póvoa de Varzim, Portugal, em 25 de novembro de 1845. Filho de brasileiro com portuguesa, Eça ingressou na Universidade de Coimbra aos dezesseis anos, de onde saiu licenciado em Direito em 1866.

Em Lisboa, exerceu a advocacia e se dedicou ao jornalismo. Além de dirigir o periódico “O Distrito de Évora”, colaborou em publicações como “Renascença”, “A Imprensa” e “Ribaltas e gambiarras”. Posteriormente, Eça fundaria a “Revista de Portugal”. Foi administrador do Conselho de Leiria e cônsul de Portugal em Havana, Inglaterra e Paris.

Casou-se com Emília de Castro aos 40 anos e teve quatro filhos. Faleceu em 1900, aos 54 anos, na cidade francesa de Neuilly-sur-Seine, onde há um busto em homenagem ao escritor.

A importância de sua literatura para Portugal e o mundo

Eça de Queirós é reconhecido como um dos dois escritores soberanos da língua portuguesa no século XIX; o outro é Machado de Assis. As obras do português se destacam por aspectos como originalidade, riqueza do estilo e da linguagem, realismo descritivo, análise psicológica e crítica social constante.

“O Crime do Padre Amaro”, primeiro grande trabalho do escritor, é um verdadeiro marco inicial para o Realismo em Portugal, movimento que rompe os padrões do Romantismo existentes até então. O novo movimento é marcado por uma representação mais fiel da realidade e pela quebra da subjetividade e do individualismo. Na obra, Eça critica de forma contundente a vida social portuguesa, a hipocrisia e a decadência burguesas e a corrupção do clero.

Já “O Primo Basílio” aborda o adultério, o que causou escândalo à época. O uso do termo “acaciano”, referência ao personagem Conselheiro Acácio, ressalta a influência do escritor para a língua portuguesa. A palavra define alguém cujo discurso é pomposo, porém vazio de conteúdo.

Eça foi o único romancista lusitano da época a alcançar fama fora de Portugal. Suas obras já foram traduzidas para cerca de 20 idiomas, entre eles russo, japonês, catalão, polaco, búlgaro e francês.

Obras

  • O Mistério da Estrada de Sintra (1870)
  • O Crime do Padre Amaro (1875)
  • A Tragédia da Rua das Flores (1877-78)
  • O Primo Basílio (1878)
  • O Mandarim (1880)
  • A Relíquia (1887)
  • Os Maias (1888)
  • Uma Campanha Alegre (1890-91)
  • Correspondência de Fradique Mendes (1900)
  • Dicionário de milagres (1900)
  • A Ilustre Casa de Ramires (1900)

Obras póstumas

  • A Cidade e as Serras (1901)
  • Contos (1902)
  • Prosas Bárbaras (1903) (reunião dos primeiros trabalhos, publicados na revista “Gazeta de Portugal”)
  • Cartas de Inglaterra (1905)
  • Ecos de Paris (1905)
  • Cartas familiares e bilhetes de Paris (1907)
  • Notas contemporâneas (1909)
  • Últimas páginas (1912)
  • A Capital (1925)
  • O Conde de Abranhos (1925)
  • Alves & Companhia (1925)
  • Correspondência (1925)
  • O Egito (1926)
  • Cartas inéditas de Fradique Mendes (1929)
  • Eça de Queirós entre os seus – Cartas íntimas (1949)

Adaptações

Em 2001, a TV Globo produziu, em parceria com a emissora lusitana SIC, uma minissérie baseada no romance “Os Maias”, uma crítica aos costumes e hábitos da tradicional família portuguesa.

Outros filmes baseados na obra do escritor são:

  • Amor & Cia (1998), inspirado na obra Alves & Companhia;
  • O Crime do Padre Amaro, um de 2002 e outro de 2005;
  • Os Maias (2014);
  • O Mistério da Estrada de Sintra (2007);
  • O Primo Basílio, um de 1923 e outro de 2007;
  • Singularidades de uma Rapariga Loura (2009), inspirado no conto homônimo.

Eça também ganhou as páginas das histórias em quadrinhos entre 1950 e 1997. Alguns contos ilustrados foram “A torre de D. Ramires”, “As minas de Salomão”, “S. Custódio” e “O defunto”, presentes no livro “Ilustrações e Ilustradores na obra de Eça de Queirós”.

Além disso, o filme O Nosso Cônsul em Havana, de Francisco Manso, é um recorte biográfico da chegada do escritor a Cuba e sua atuação como diplomata no país.

Conheça alguns livros da Paco que abordam a obra de Eça de Queirós:

Importante livro que apresenta uma contextualização do momento histórico-cultural do Rio de Janeiro, destaca a Gazeta de Notícias no bojo da imprensa brasileira e parte para a análise do jornal e dos seis números integrais do Suplemento Literário.

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A ficção literária, a história e o jornalismo guardam diferenças entre si porque observam o real e o fictício a partir de distintas perspectivas. A primeira ampara-se na imaginação, a segunda nas fontes documentais, já o terceiro na apuração dos fatos. Todos, porem, narram uma historia da maneira como ela poderia ter acontecido. Em O tempo e o vento, Erico Verissimo narra a saga de uma família cujos destinos dialogam com a historia da formação do Rio Grande do Sul. Durante o processo de criação da obra, noticias de jornais e revistas ajudaram a autenticar a “verdade da ficção”. Este estudo mostra que as relações entre ficção, historia e jornalismo reconfiguram-se para dar origem a um dos romances brasileiros mais importantes do século XX.

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