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Acadêmicos de Dourados desenvolvem satélite que rastreia mercadorias

Acadêmicos e professores dos cursos de engenharia Civil e Mecânica da Unigran de Dourados estão com a missão de desenvolver um satélite capaz de rastrear mercadorias em tempo real. O desafio faz parte da terceira fase da 1° Olimpíada Brasileira de Satélites. Intitulada equipe Uni-Sat-1 (Unigran satélite 1) eles representam Mato Grosso do Sul na disputa da modalidade nível superior. Ao todo, 25 equipes de todo o país participam do desafio que tem como objetivo construir e colocar para funcionar um satélite.

O projeto da equipe de Dourados tem como principal objetivo realizar o monitoramento das mercadorias via satélite em tempo real. A ideia veio após relatório de 2021 em que a empresa Correios leiloou 61 mil itens que não puderam chegar até seus remetentes e só 3% desses produtos voltaram para as mãos dos verdadeiros donos com o rastreamento via. A proposta de construção do satélite é a de reduzir essas perdas nas entregas.

A intenção para realização do rastreio é a de usar etiquetas TAG nas encomendas com códigos de barras, que terá leitor já instalado no caminhão e quando receberem as ondas de rádio já serão atividades automaticamente. Com isso, o trajeto passa ser mostrado em tempo real. Os materiais utilizados serão um módulo GPS que irá receber as informações da localização do caminhão via satélite, etiquetas TAG que servirão como decodificadores da encomenda e um módulo computador que mostrará se a encomenda está ou não no caminhão.

A equipe Uni-Sat-1 terá que apresentar seu projeto na prática nesta terceira fase, onde irá montar uma placa mãe chamada de Cubesat, acoplada com sensores, processadores e configuração de Hardware, e terá um sistema de computador de bordo, um sistema de gerenciamento de energia, sistema de coleta de dados e sistema de interfaces. A estrutura será feita com manufatura aditiva e terá uma dimensão de 10cm de altura por 10 cm de largura, uma profundidade de 10 cm e possuirá 9 sensores para realização da missão espacial de dados.

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No dia do lançamento, em data ainda a ser marcada, será utilizado um balão que fica encarregado de levar o Cubesat para cima e terá que suportar luminosidade, temperatura, pressão coleta, umidade, gás carbônico. Terá ainda de analisar o nível de resistência da bateria, giroscópio, magnetômetro, acelerómetro. Já o processador possuirá 32 bits e uma plataforma de coleta de dados em tempo real, acessível por meio do wifi on-board direto do satélite.

Vão compor a terceira fase da 1° Olimpíada Brasileira de Satélites 25 equipes, sendo duas da região Sul, 13 do Sudeste, cinco equipes do Centro-Oeste, uma equipe do Norte e quatro equipes da região Nordeste. Na primeira fase era um total de 352 equipes com número de 1.508 participantes de nível fundamental, médio e superior de várias partes do país. Esta terceira fase será realizada no mês de julho e ainda não tem data e nem local definido.

A Olimpíada Brasileira de Satélites MCTI é uma Olimpíada Científica de abrangência nacional, concebida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, e organizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em conjunto com a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI) e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: Dourados Agora

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