
Resumo da Obra:
Na última década, uma série de eventos de mobilização social e política tiveram como estopim inicial algum tipo de organização realizada por meio das plataformas de redes sociais na internet. Eventos tais como a Revolução Verde no Irã, a Primavera Árabe no Oriente Médio e Norte da África, os Indignados (Espanha), 99% (EUA) e, no Brasil, as jornadas de junho de 2013, levaram multidões às ruas para protestarem contra a opressão, crises financeiras e políticas de austeridade. Para tanto, foram utilizadas plataformas como Twitter, Facebook e Instagram para organização dos protestos.
Com o aprendizado dos movimentos mais gerais ocorridos nesses primeiros anos da década de 2010, os movimentos se fortaleceram em torno de causas mais específicas, como pautas feministas, raciais e também de cunho político-partidário. Nessa onda mais recente, chamam atenção, por exemplo, movimentos como o Black Lives Matter (EUA), a greve dos caminhoneiros no Brasil e a polarização política dos eleitores em diversos países, trazendo como efeito colateral a ascensão da extrema-direita. Por outro lado, esse percurso mais recente também chama a atenção pelo fortalecimento de políticas de identidade que dão visibilidade a grupos minoritários, exaltam corpos não normativos e também abrem espaço à diversidade em cargos nos poderes executivo e legislativo. Neste último caso, pudemos assistir, nas eleições de 2020 no Brasil, vitórias significativas de mulheres, negros e membros da comunidade LGBTI+, com campanhas online muito bem desenvolvidas e o suporte de iniciativas como a “Campanha de Mulher”, do Mídia Ninja. Com a pandemia do Covid-19, compreendemos que a mediação por meio de computadores e gadgets também significou aprender, trabalhar e criar afetos, assim como ficaram escancaradas as desigualdades sociais que sempre marcaram nosso país.
Com esse cenário em mente, chamamos para compor o livro trabalhos que busquem dialogar com essa temática principal, considerando o papel das redes sociais no Brasil tanto na mobilização e engajamento de cidadãos, como na formação e fortalecimento de identidades emergentes. Interessam-nos trabalhos que tragam discussões sobre gênero, raça, decolonialismo, movimentos sociais, políticas públicas, comunicação, design, tecnologias e outros temas correlatos, tendo como pano de fundo imagens e textos que circulam em redes sociais, assim como o modus operandi dessas redes, que inclui a vigilância por meio dos algoritmos e o armazenamento de dados privados dos usuários.
Áreas de pesquisa relacionadas ao tema proposto:
- Comunicação
- Artes
- Design
- Sociologia
- Antropologia
- Ciência Política
- Direito
- Educação
- Letras
- História
- Geografia
- Filosofia
- Jornalismo
- Psicologia
- Tecnologia
Organizador:
Dr. Tarcisio Torres Silva (Lattes)
Como publicar:
- Enviar proposta do capítulo em arquivo de Word ou PDF, com no máximo 15 páginas, em fonte Times New Roman tamanho 12, espaçamento de 1,5, margens de 2,5cm de cada lado, e normalizado, preferencialmente, de acordo com as normas da ABNT.
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- Após o fechamento da chamada, as propostas serão enviadas para avaliação. Se aprovado, o autor assinará o contrato de edição e fará um investimento único de R$ 600,00 (Seiscentos Reais), que poderá ser dividido em até 2X (Ent. + 30 dias). Pelo investimento, além da importância da publicação em si, o autor receberá 5 exemplares do livro.
- Consideramos o trabalho de edição completo da obra, bem como sua impressão e distribuição, além da publicação de duas versões da obra: impresso e digital (ebook com ISBN diferente contando com uma nova publicação na produção acadêmica.
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