<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>questão racial &#8211; Paco Editorial</title>
	<atom:link href="https://editorialpaco.com.br/tag/questao-racial/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://editorialpaco.com.br</link>
	<description>Paco Editorial</description>
	<lastBuildDate>Fri, 04 Dec 2020 20:36:32 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2019/01/cropped-marcadagua-2-32x32.png</url>
	<title>questão racial &#8211; Paco Editorial</title>
	<link>https://editorialpaco.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Semana da Consciência Negra com Tayná Victória de Lima Mesquita</title>
		<link>https://editorialpaco.com.br/semana-da-consciencia-negra-com-tayna-victoria-de-lima-mesquita/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=semana-da-consciencia-negra-com-tayna-victoria-de-lima-mesquita</link>
					<comments>https://editorialpaco.com.br/semana-da-consciencia-negra-com-tayna-victoria-de-lima-mesquita/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paco Editorial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2020 22:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[autor]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educacao]]></category>
		<category><![CDATA[fe]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[luta]]></category>
		<category><![CDATA[negra]]></category>
		<category><![CDATA[negro]]></category>
		<category><![CDATA[preta]]></category>
		<category><![CDATA[preto]]></category>
		<category><![CDATA[questão racial]]></category>
		<category><![CDATA[religiao]]></category>
		<category><![CDATA[semana da consciencia negra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://editorialpaco.com.br/?p=10861</guid>

					<description><![CDATA[Semana da da Consciência Negra com Tayná Victória de Lima Mesquita.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<hr class="wp-block-separator"/>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Semana da Consciência Negra com Tayná Victória de Lima Mesquita." width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/7B_CRkTsLr4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas e respostas com Tayná Victória de Lima Mesquita.</h2>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>Tayná Victória de Lima Mesquita, graduada em Ciências Sociais pela Unicamp. Na Unicamp, está vinculada ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação de Jovens e Adultos da Faculdade de Educação e, atua, na EJA, como educadora do Projeto Educativo de Integração Social, desde 2015. Estuda o desvelamento das implicações do fenômeno do racismo em relação ao direito à educação, Educação de Jovens, Adultos e Idosos, interseccionalidades, gênero, branquitude entre outros temas.</em></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Paco Editorial:</strong> A senhora considera importante a existência do Dia da Consciência Negra? O que esse dia representa para a senhora?<br><br><strong>Tayná Victória de Lima Mesquita:</strong> O dia da consciência negra é exigência num&nbsp;país de racismo por&nbsp;denegação como dizia Lélia Gonzáles. É preciso um feriado para que pelo menos em um&nbsp; dia/mês do ano o assunto da desigualdade racial seja visibilizado. Isso já demonstra a pertinência da existência desse dia. O Brasil foi um dos últimos&nbsp;países a abolir a escravização. Completamos 132 anos de abolição legal e os dados da realidade demonstram que se trata&nbsp; de um processo em curso. Esse dia é um convite à reflexão e a defesa da luta antirracista. Contudo, assumir uma consciência negra deve ser uma tarefa diária. O racismo, que nesse país é estrutural, faz vitimas todos os dias, de qualquer maneira.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Paco Editorial:</strong> Qual a importância da EJA?<br><br><strong>Tayná Victória de Lima Mesquita:</strong> A Educação de Jovens, Adultos e Idosos é a escola de segunda chance. Como costuma afirmar a Profª Drª Sandra Fernandes Leite é em especial a escola de segunda chance para o Estado, responsável pela exclusão. A EJA deve ser entendida como direito, como espaço de efetivação do direito fundamental da educação para sujeitos que no geral, são atravessados por múltiplas precariedades e que tem no direito à educação, apenas um entre outros direitos fundamentais negados.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Paco Editorial:</strong> Pode-se afirmar que relação da EJA com pessoas brancas, é a mesma com pessoas pretas? Justifique.<br><br><strong>Tayná Victória de Lima Mesquita:</strong> A EJA é uma modalidade da educação básica destinada aqueles que não tiveram acesso à educação na &#8220;idade própria&#8221;. Sabemos que uma das implicações do racismo no Brasil são os processos de exclusão escolar vivenciados pelas pessoas negras. Em nosso país, a cada 10 jovens negros, quatro não concluem os estudos, ao passo que pessoas brancas estudam por mais tempo e ocupam em maior proporção o ensino superior.&nbsp; Nesse sentido, como em qualquer outra esfera da sociedade, a relação entre negros e brancos não é igualitária. A EJA é negra, feminina, transgênera, periférica.&nbsp;<br><br></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Paco Editorial:</strong> Como a publicação de livros com essa temática pode ajudar/amenizar as questões raciais que ainda vivemos no Brasil e em grande parte do mundo?<br><br><strong>Tayná Victória de Lima Mesquita:</strong> Nos últimos anos temos percebido o mercado editorial se modificando. Intelectuais negros, brasileiros e estrangeiros tem sido mais visibilizados. E a população tem respondido positivamente. Não por acaso, Djamila Ribeiro é uma das autoras mais vendidas do país. E essa mudança se deve em grande medida à pressão dos próprios movimentos negros, que há anos trabalham na tradução e divulgação, por exemplo de textos fundamentais que foram publicados muito recentemente, como as obras de Angela Davis e bell Hooks. Ao passo que a desigualdade racial ainda é imensa, não devemos desconsiderar as implicações das políticas de cotas, ampliando o acesso de pessoas negras nas universidades e reconfigurando os sentidos da intelectualidade no país.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Paco Editorial:</strong> É possível verificar que, em 2020, apesar dos negros representarem 54% da população brasileira, são poucos que ocupam cargos políticos. O que justificaria esse fato? De que forma a ocupação de cargos políticos por pessoas pretas poderia beneficiar essa parcela da população?<br><br><strong>Tayná Victória de Lima Mesquita:</strong> A baixa representação das pessoas negras nos espaços institucionais de poder deve ser remetida, mais uma vez, ao racismo. Observamos desde as eleições de 2018 certa ampliação nessa representação. Nessas ultimas eleições, observamos mulheres negras, vinculadas aos movimentos sociais,&nbsp; eleitas por todo o país. Com certeza isso é motivo de jubilo e a expectativa é que essa representação se reflita na defesa dos interesses das minorias políticas. Contudo, ainda há muito que avançar. Pessoas negras, em especial as pretas, são mais representadas nos cargos menos competitivos, como os de vereança por exemplo, e são pouco acolhidos nos partidos mais tradicionais e que reúnem maior capital político e econômico.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Livro</h2>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.pacolivros.com.br/exclusao-escolar-racializada-implicacoes-do-racismo-na-trajetoria-de-educandos-da-eja"><img decoding="async" src="https://assets.betalabs.net/fit-in/338x508/production/pacolivros/item-images/9f92b7ae918e55c8d33f8893bc884f51.jpg" alt=""/></a><figcaption><a href="https://www.pacolivros.com.br/exclusao-escolar-racializada-implicacoes-do-racismo-na-trajetoria-de-educandos-da-eja">EXCLUSÃO ESCOLAR RACIALIZADA<br>IMPLICAÇÕES DO RACISMO NA TRAJETÓRIA DE EDUCANDOS DA EJA</a></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p>Neste livro, Tayná apresenta não apenas um avanço conceitual, mas também político sobre o tema Educação de Jovens e Adultos. Conceitual porque aborda diversos conceitos fundamentais sobre educação e raça a partir da perspectiva de intelectuais negros do mundo todo, muitos ainda sem tradução para o português. Mas é um avanço principalmente político, porque parte de pressupostos fundamentais como a existência do racismo individual e institucional. Afirma: “a abolição ainda está em curso”. Tese que é comprovada por dados da realidade apresentados por Tayná. Neste sentido, o trabalho teórico da autora compõe uma movimentação de mulheres negras que vêm ocupando espaços e estremecendo as estruturas de modo definitivo rumo à construção de uma sociedade livre de opressões. (Profa. Dra. Carolina Santos Pinho)</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://editorialpaco.com.br/semana-da-consciencia-negra-com-tayna-victoria-de-lima-mesquita/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>SOBRE AS MAZELAS DE SER NEGRO NO BRASIL: DO IDEAL DE EGO À (RE)AFIRMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA NEGRA</title>
		<link>https://editorialpaco.com.br/sobre-as-mazelas-de-ser-negro-no-brasil-do-ideal-de-ego-a-reafirmacao-da-consciencia-negra/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=sobre-as-mazelas-de-ser-negro-no-brasil-do-ideal-de-ego-a-reafirmacao-da-consciencia-negra</link>
					<comments>https://editorialpaco.com.br/sobre-as-mazelas-de-ser-negro-no-brasil-do-ideal-de-ego-a-reafirmacao-da-consciencia-negra/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paco Editorial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2020 22:21:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[autor]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educacao]]></category>
		<category><![CDATA[fe]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[luta]]></category>
		<category><![CDATA[negra]]></category>
		<category><![CDATA[negro]]></category>
		<category><![CDATA[preta]]></category>
		<category><![CDATA[preto]]></category>
		<category><![CDATA[questão racial]]></category>
		<category><![CDATA[religiao]]></category>
		<category><![CDATA[semana da consciencia negra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://editorialpaco.com.br/?p=10860</guid>

					<description><![CDATA[A polícia certamente não aborda os moradores de bairros de classe média e alta - majoritariamente brancos - como abordam sujeitos negros da/na periferia, não os chamam de “Zé”, não os fazem deitar no chão, não os dizem para chamá-los de “senhor”, tampouco são agressivos ao perguntarem se esses sujeitos têm ficha policial ou estão em posse de ilícitos. Não agridem os jovens brancos de classe média e alta que vão até as favelas comprar substâncias entorpecentes, mas - muitas vezes - punem, severa e agressivamente o jovem negro da periferia que vende tais ilícitos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<hr class="wp-block-separator"/>



<p>A polícia certamente não aborda os moradores de bairros de classe média e alta &#8211; majoritariamente brancos &#8211; como abordam sujeitos negros da/na periferia, não os chamam de “Zé”, não os fazem deitar no chão, não os dizem para chamá-los de “senhor”, tampouco são agressivos ao perguntarem se esses sujeitos têm ficha policial ou estão em posse de ilícitos. Não agridem os jovens brancos de classe média e alta que vão até as favelas comprar substâncias entorpecentes, mas &#8211; muitas vezes &#8211; punem, severa e agressivamente o jovem negro da periferia que vende tais ilícitos.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>Ricos e pobres, brancos e negros são humanos, mas se colocados em uma métrica social que nos permita enxergar a realidade para além do racismo científico e à luz de pensamentos não-racistas, qual seria o ordenamento responsável por tal distinção? Respondo-lhes: o Racismo! É o racismo, inclusive, que faz com que o segurança do mercado me siga enquanto ando pelos corredores do local, é o racismo que me faz <em>ter que</em> andar em posse dos meus documentos desde a adolescência, é o racismo que me faz estar em “atitude suspeita” ao andar pela rua, sentar no banco de uma praça ou na calçada de minha casa a noite. Não quero, no entanto, dizer que&nbsp; os agentes de segurança pública, o guarda do mercado, meus vizinhos, os motoristas dos carros que travam a porta quando atravesso a rua e os taxistas que me levam pra casa e ficam me observando pelo retrovisor são racistas porque escolheram ser, mas são racistas porque o racismo moderno ocorre de forma quase “natural” sob a égide estrutural e velado em sua sutileza como sabiamente nos ensina Abdias do Nascimento em sua obra <em>O gênocídio do negro brasileiro</em>, por isso discorro com a certeza de que todo racismo pelo qual eu, meus familiares, conhecidos e conhecidas passamos não se reduzem à minha cidade.</p>



<p>Recorro-me a uma fala que proferi em uma palestra ministrada para uma OSC da minha cidade quando indagado sobre o motivo pelo qual a aplicabilidade das medidas socioeducativas não surtiram grandes efeitos na Organização que atuava na época como Orientador Socioeducativo: “para a inclusão e a socioeducação acontecer de fato é necessário que todos os agentes saibam a importância da não discriminação, da empatia e da não violência”. Sobre o assunto, lembro-me que a maioria dos adolescentes que acompanhei eram negros, pobres e moradores dos bairros mais vulneráveis da minha cidade.</p>



<p>O fato é que negros são minoria nos espaços de poder, mas representam a maioria da população carcerária, a maioria da população mais pobre cuja marginalização e opressão são latentes em todo processo da evolução brasileira, cuja escravidão deixou o expressivo legado do racismo &#8211; reprimido, negado, velado &#8211; sem nenhuma política ou iniciativa de correção ou que proporcionam melhores condições sociais dos negros alforriados e seus descendentes nas décadas seguintes à abolição da escravidão e somente a partir da década de 1990 é que algumas iniciativas foram tomadas neste sentido e dando início ao que conhecemos atualmente por por Ações Afirmativas. Portanto, é necessário que entendamos: “Em um país desigual como o Brasil, a meritocracia avaliza a desigualdade, a miséria e a violência, pois dificulta a tomada de posições políticas efetivas contra a discriminação racial, especialmente por parte do poder estatal” (Almeida, 2008, p. 63)</p>



<p>Lembro de minha mãe diz que eu deveria estudar e ser alguém, ela sabia &#8211; e sabe &#8211; das dificuldades que eu enfrentaria, todavia, ela, certamente, não tinha a clareza de uma questão vital e que os negros devem perceber para que se consigam escrever sua própria história: o negro, ainda que alcance as maiores titulações acadêmicas ou posições sociais, continuará sendo negro e viverá sua negritude, embora no imaginário branco pode ser esses negros que acenderam socialmente sirvam como exemplo de meritocracia para tornar cada vez mais robusta a afirmação de que o racismo não existe, basta empenho e dedicação para superar as adversidades.</p>



<p>Vejam, uma criança negra oriunda das mais baixas classes sociais não se percebe negra no mesmo momento em que se percebe economicamente pobre, pois a pobreza &#8211; social e econômica &#8211; é sentida a partir do momento que se o sujeito se entende como ser, já o racismo se constrói, se fortalece estruturadamente e se apresenta ao sujeito quando esse tem os primeiros contatos com instituições sociais além da família (que pode esta reproduzir ou não o preconceito racial).</p>



<p>A Escola, por exemplo é, notadamente, um ambiente onde a diversidade deve[ria] ser ressaltado buscando ampliar a compreensão dos agentes ativos no processo de construção da aprendizagem (educadores e educandos) e, consequentemente, a sociedade. Todavia, é o local onde as diferenças postas nem sempre são questionadas e talvez isso ocorra pela precarização na formação dos educadores, mas também pelo fato da “ (&#8230;) história narrada nas escolas (&#8230;) [ainda ser] branca” como enfatiza Hélio Santos em <em>A busca de um caminho para o Brasil </em>(2003, p. 27, grifo nosso).</p>



<p>Mas, para além do que já destaquei ao longo da presente reflexão, gostaria de ressaltar as considerações de Jurandir Freire Costa em <em>Da cor ao corpo: a violência do racismo</em> &#8211; prefácio do livro <em>Tornar-se Negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascenção social</em>, de Neusa Santos Souza (1990) &#8211;&nbsp; “Ser negro é ser violentado de forma constante, contínua e cruel, sem pausa ou repouso, por uma dupla injunção: a de encarar o corpo e os ideais de ego do sujeito branco e a de recusar, negar, anular a presença do corpo negro” (Costa, 1990, p. 2).</p>



<p>Que a consciência negra não seja apenas um dia comemorativo no calendário anual, mas uma questão cotidiana e intransigente daqueles que se declaram negros e reconhecem as limitações e as mazelas deste reconhecimento, sobretudo no Brazil (racista e intolerante) que mata, cotidianamente, o Brasil (plural e culturalmente diverso), como cantado em <em>Querelas do Brasil</em> por Elis Regina em 1978 (composta por Aldir Blanc e Maurício Tapajós). Que os brancos reconheçam seus privilégios, contribuam na luta antirracista, mas não chancelem para si a titulação de exímios conhecedores das problemáticas negras, pois esses jamais sentirão o que é ser negro em uma país racista.</p>



<p>Que tenhamos a coragem dos nossos ancestrais e possamos sempre reverenciá-los: Zumbi dos Palmares, Dandara, Iyá Detá, Iyá Kalá, Iyá Nassô, Guerreiro Ramos, Manuel Calafate, Aqualtune, André Rebouças, Abdias do Nascimento, Solano Trindade, Milton Santos, Luiz Gama, Beatriz Nascimento, Neusa Santos Souza, Eduardo de Oliveira e Oliveira, Hamilton Cardoso, Mãe Menininha do Gantois, Mãe Aninha de Afonjá, Lélia Gonzalez, Mão Beata de Iemanjá, Thereza Santos, entre outros/as, pois como nos ensina Beatriz Nascimento no documentário Ôrí – dirigido pela cineasta e socióloga Raquel Gerber &#8211; (1989, 41:55-42:37, grifo nosso): “A linguagem do transe é a linguagem da memória. Tudo isso não resgata a dor de um corpo histórico. Aquela matéria se distende, mas ao mesmo tempo ela traz com muito mais intensidade a história, a memória, o desejo. O desejo de não ter vivido a experiência do cativeiro. A escravidão é uma coisa que está presente no corpo [negro], no nosso sangue, nas nossas veias”.</p>



<p>Por fim, que o ideal negro não seja o branco!</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Livro</h2>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.pacolivros.com.br/candomble-no-brasil"><img decoding="async" src="https://assets.betalabs.net/fit-in/338x508/production/pacolivros/item-images/ae13d311a22cc9197b68c9505f92f886.jpg" alt=""/></a><figcaption><a href="https://www.pacolivros.com.br/candomble-no-brasil">CANDOMBLÉ NO BRASIL<br>RESISTÊNCIA NEGRA NA DIÁSPORA AFRICANA</a></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p>Em “Candomblé no Brasil: Resistência Negra na Diáspora Africana” encontraremos informações importantes ao campo dos saberes emancipatórios desta religião de matriz africana, como a problemática do racismo religioso e contribuem para as discussões do tema ao âmbito religioso, civil e acadêmico. O Candomblé, enquanto forma de resistência afro-diaspórica, é analisado por meio de “referenciais teóricos majoritariamente africanos, negros, afro-diaspóricos ou afrocentrados”. Esta publicação é destinada a pesquisadores e interessados pelo tema.</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ronan da Silva Parreira Gaia</strong></h2>



<figure class="wp-block-video"><video height="352" style="aspect-ratio: 640 / 352;" width="640" controls src="https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Video-para-Paco.mp4"></video></figure>



<p><em>Bàbá Ìgbín Aládé</em></p>



<p>Negro, candomblecista, ativista, pedagogo e pesquisador</p>



<p>Membro do “Tierno Bokar: Núcleo de Pesquisas e Estudos sobre o fenômeno religioso” (UNILAB-CNPq)</p>



<p><em>E-mail:</em> <a href="mailto:ronangaia@yahoo.com.br">ronangaia@yahoo.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://editorialpaco.com.br/sobre-as-mazelas-de-ser-negro-no-brasil-do-ideal-de-ego-a-reafirmacao-da-consciencia-negra/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		<enclosure url="https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Video-para-Paco.mp4" length="15735358" type="video/mp4" />

			</item>
		<item>
		<title>Brasil e África: impossível negar essa ligação</title>
		<link>https://editorialpaco.com.br/brasil-e-africa-impossivel-negar-essa-ligacao/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=brasil-e-africa-impossivel-negar-essa-ligacao</link>
					<comments>https://editorialpaco.com.br/brasil-e-africa-impossivel-negar-essa-ligacao/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paco Editorial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2020 22:12:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Africa]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[autor]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educacao]]></category>
		<category><![CDATA[fe]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[luta]]></category>
		<category><![CDATA[negra]]></category>
		<category><![CDATA[negro]]></category>
		<category><![CDATA[preta]]></category>
		<category><![CDATA[preto]]></category>
		<category><![CDATA[questão racial]]></category>
		<category><![CDATA[religiao]]></category>
		<category><![CDATA[semana da consciencia negra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://editorialpaco.com.br/?p=10859</guid>

					<description><![CDATA[No século XVI um total de 50.000 negros; no século XVI, o número salta para 560.000; no século XVII para 1.680.100 e durante apenas cinquenta anos do século XIX, 1.732.200 negros são desembarcados nas costas brasileiras. A partir de 1850 fica proibida a entrada de escravos negros no Brasil.(PINSKY, 2009, p.40).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-left"></p>



<p class="has-text-align-right">Maria da Conceição Dal Bó Vieira[1]</p>



<p class="has-drop-cap">Os laços que unem Brasil e África são antigos e profundos, em especial, quando lembramos que um grande número de africanos foi trazido ao Brasil, para aqui trabalhar como escravo.</p>



<p>Segundo mostra um gráfico, apresentado no livro “A escravidão no Brasil” foi sempre crescente o fluxo de africanos escravizados para o Brasil, sendo:</p>



<p>No século XVI um total de 50.000 negros; no século XVI, o número salta para 560.000; no século XVII para 1.680.100 e durante apenas cinquenta anos do século XIX, 1.732.200 negros são desembarcados nas costas brasileiras. A partir de 1850 fica proibida a entrada de escravos negros no Brasil.(PINSKY, 2009, p.40).</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Evidentemente, é preciso lembrar que essas pessoas reduzidas à condição de peça, vendidos como uma coisa ou um objeto foram vítimas das maiores violências e que tal tragédia não pode ser apagada ou menosprezada, pois:</p>



<p>A recuperação do passado com vistas à compreensão do presente e à iluminação do futuro – o papel do historiador – passa necessariamente pela constatação das mazelas e violências de que o povo tem sido vítima. E ter sido tratado como mercadoria foi uma das maiores violências perpetradas contra o povo negro. (PINSKY, 2009, p. 45).</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O povo negro vítima de tanta violência, todavia, contribuiu para o desenvolvimento econômico do Brasil, afinal, foi durante séculos o mão-de-obra que atuou nos engenhos de cana de açúcar, na mineração, na lavoura do café e em tantos outros trabalhos que aqui realizaram.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe lembrar que não apenas no campo da economia o Brasil está ligado ao continente africano, sendo devedor dos africanos e seus descendentes pelas conquistas econômicas, como também, no campo das manifestações culturais, que ainda hoje estão muito presentes e vivas na sociedade brasileira e que são originárias da África.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, pode-se lembrar dos diferentes cultos aos orixás, entidades ancestrais e da natureza, que são reverenciados no Candomblé e na Umbanda, além do Catolicismo negro, que a partir do ensino da religião Católica aos africanos escravizados faz surgir, no Brasil, as associações ou irmandades religiosas de “homens pretos”, sendo que:</p>



<p>Os principais santos de devoção das irmandades de “homens pretos” eram Nossa Senhora do Rosário, Santa Efigênia e São Benedito. Além de cuidar do culto do santo elas faziam o enterro dos irmãos mortos, mandavam rezar missas pelas suas almas e amparavam suas famílias caso elas não tivessem nenhum recurso. (SOUZA, 2007, p. 116).</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na religiosidade do povo brasileiro essas manifestações estão presentes demonstrando sua força e permanência, tanto entre os descendentes dos africanos como entre outros, que não são descendentes dos escravizados que para o Brasil foram trazidos, pois essas pessoas escolheram a religiosidade de origem africana como sua maneira de viver a espiritualidade.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Importa ainda lembrar a grande quantidade de palavras que a nossa língua, a Língua Portuguesa que falamos no Brasil, recebeu dos povos africanos, assim como a imensa presença da cultura africana na música brasileira e em tantos outros aspectos da sociedade brasileira.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Haveria muito mais para citar, enquanto contribuição e presença dos africanos e seus descendentes no Brasil, todavia, ainda que tenham dado tantas contribuições ao progresso do país, mesmo assim, eles ainda são vítimas de um racismo persistente, na medida em que:</p>



<p>Pode-se dizer que o racismo brasileiro constitui uma espécie de discurso costumeiro, praticado como tal, porém pouco oficializado. Com efeito, uma das especificidades do preconceito vigente no país é o seu caráter não oficial. (SCHWARCZ, 2010, p. 52)</p>



<p>Uma tarefa inadiável para a sociedade brasileira é vencer essa vergonhosa barreira de preconceito e discriminação que impede a verdadeira união entre povos originários desta terra, os africanos e todos aqueles que, oriundos de diversas partes do mundo, hoje constituem o povo brasileiro.</p>



<p>Nesse sentido, medidas como a adoção de leis que tratam da necessidade de se estudar, nas escolas de ensino fundamental e médio, a contribuição inestimável dos povos africanos bem como sua história e cultura, são passos importantes na luta contra o preconceito e a discriminação.</p>



<p>Cabe destacar, sobretudo, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9394, de 1996 e a Lei 11.645, de 2008 que determinam a obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira em todas as escolas públicas e privadas do Brasil.</p>



<p>Finalmente, é preciso valorizar e divulgar a importância da Lei 12.519, de 10 de novembro de 2011, que instituiu o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, como uma forma de refletir sobre a questão do racismo no Brasil e de quais caminhos o país deseja percorrer para vencer o que Joaquim Nabuco escreveu: “<em>A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”. </em>(NABUCO, 2004, p. 137).</p>



<p>Referências bibliográficas:</p>



<p>NABUCO, Joaquim. Minha formação. São Paulo: Martin Claret, 2004.</p>



<p>PINSKY, Jaime. A escravidão no Brasil. 20ª ed. São Paulo: Contexto, 2009.</p>



<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. Racismo no Brasil. 2ª ed. São Paulo: Publifolha, 2010.</p>



<p>SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. 2ª ed. São Paulo: Ática, 2007.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>[1] Pedagoga, Mestre em Educação e, atualmente, professora da Faculdade Cerquilho – FAC.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://editorialpaco.com.br/brasil-e-africa-impossivel-negar-essa-ligacao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA</title>
		<link>https://editorialpaco.com.br/semana-da-consciencia-negra/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=semana-da-consciencia-negra</link>
					<comments>https://editorialpaco.com.br/semana-da-consciencia-negra/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paco Editorial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2020 21:39:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[autor]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educacao]]></category>
		<category><![CDATA[fe]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[luta]]></category>
		<category><![CDATA[negra]]></category>
		<category><![CDATA[negro]]></category>
		<category><![CDATA[preta]]></category>
		<category><![CDATA[preto]]></category>
		<category><![CDATA[questão racial]]></category>
		<category><![CDATA[religiao]]></category>
		<category><![CDATA[semana da consciencia negra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://editorialpaco.com.br/?p=10858</guid>

					<description><![CDATA[ata criada para homenagear e trazer conscientização a população sobre o sofrimento e a luta dos negros brasileiros, o dia da consciência negra traz muito mais para considerar do que é possível pensar em apenas um dia. Por isso, a semana toda é dedicada a eventos de conscientização e comemoração da resistência negra no país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<hr class="wp-block-separator"/>



<p>Data criada para homenagear e trazer conscientização a população sobre o sofrimento e a luta dos negros brasileiros, o dia da consciência negra traz muito mais para considerar do que é possível pensar em apenas um dia. Por isso, a semana toda é dedicada a eventos de conscientização e comemoração da resistência negra no país.</p>



<p>Durante o período colonial do Brasil, 4,6 milhões de africanos foram tirados da sua terra natal e trazidos para o Brasil.</p>



<p>Trabalhavam em condições desumanas e sem perspectiva; foram o grande motor das lavouras de cana-de-açúcar e, depois, da mineração no país.</p>



<p>A condição de vida a qual eram submetidos era extremante precária, com trabalho forçado e tratamento degradante, sem direitos básicos como médico, educação ou qualquer assistência.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O surgimento do Dia da Consciência Negra.</strong></h2>



<p>Além do tratamento humilhante a que foram submetidos por mais de 300 anos, os africanos e seus descentes carregam as heranças da escravidão até os dias atuais.</p>



<p>Libertos da escravidão em 13 de maio de 1888, pela lei Áurea, após uma luta dura de abolicionistas e da própria resistência negra, esta população foi simplesmente jogada a sua própria sorte.</p>



<p>Sem apoio e vivendo em uma sociedade racista, muitos negros nunca tiveram qualquer escolha se não permanecer nas fazendas onde eram escravos. Sem instrução e mal sabendo escrever o próprio nome, o único trabalho que conheciam era o labor intenso a qual eram submetidos antes da libertação.</p>



<p>Foram empurrados à margem da sociedade, tendo que procurar áreas afastadas como os morros do Rio de Janeiro, para construir suas casas precárias e sem acesso a qualquer infraestrutura.</p>



<p>A população negra, continuou sendo marginalizada e perseguida e precisou se organizar em comunidades em que pudessem lutar por seus direitos e apoiar os mais vulneráveis.</p>



<p>Essas organizações, começaram então a buscar por igualdade racial e integração da população negra na sociedade brasileira com o mesmo tratamento que os brancos.</p>



<p>Na década de 70, grupos de quilombolas começaram a reivindicar a celebração do Dia da Consciência Negra na data de 20 de novembro, data escolhida por ser o dia registrado como a morte de Zumbi dos Palmares no ano de 1695.</p>



<p>Zumbi é um dos maiores líderes e o símbolo da luta por libertação do negro do sistema escravagista.</p>



<p>No ano de 1978 com o surgimento do movimento negro unificado no país, várias ações para pensar na consciência negra e combater o racismo no Brasil surgiram e a data passou a ser lembrada. Logo passou a ser considerada por lei como o dia representativo da luta da população negra no Brasil.</p>



<p>A data e toda a semana em que está inserida é dedicada para a reflexão sobre a condição do negro na sociedade brasileira, sua luta, sofrimento e resistência que dura até os dias atuais.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que significa o dia da consciência negra?</strong></h2>



<p>Apesar de ser uma data para comemorar a liberdade, é principalmente para debater sobre o racismo estrutural da sociedade e promover a integração social e a igualdade.</p>



<p>Por esse motivo, a semana da consciência negra e repleta de eventos voltados para a reflexão e conscientização.</p>



<p>É um momento para pensar sobre o reflexo da influência do extinto sistema escravagista sobre a atual desigualdade entre os cidadãos brasileiros brancos e negros, e essa necessidade é evidenciada em fatos.</p>



<p>Quase 54% dos habitantes do Brasil se autodeclaram negros (pretos e pardos), segundo dados do IBGE.</p>



<p>Na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), promovida em&nbsp;2017 pelo IBGE, foi apontado que a renda média da população preta e parda e de R$ 1.570 enquanto a renda média da população branca é de R$ 2.814.</p>



<p>Ou seja, após 132 anos da promulgação da lei Áurea, ainda existe um abismo entre brancos e negros no país.</p>



<p>A semana da consciência negra está aqui para nos lembrar que a população negra ainda não conseguiu a igualdade e integração, direitos pelos quais vem lutando desde o Brasil imperial.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Reconhecimento cultural.</strong></h2>



<p>Na semana da consciência negra reconhecer a cultura e ancestralidade negra no Brasil é um dever cívico da sociedade.</p>



<p>Devemos cultivar a ideia de que a cultura negra é integrante da cultura brasileira e também um dos seus pilares.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Reflexão social.</strong></h2>



<p>Mesmo sendo maioria da população brasileira, para os negros existem menos acesso à educação de qualidade, são minoria nos cargos de liderança social e ocupam posições pouco privilegiadas no mercado de trabalho.</p>



<p>São parte mínima dos magistrados brasileiros, e a maioria entre os desempregados ou subempregados.</p>



<p>São a maior parte da população carcerária e a parcela da população com maior incidência de homicídios.</p>



<p>Os dados são a triste constatação de que existe algo de errado em como a população negra vem sendo tratada em sociedade nos 464 anos que separam a chegada do primeiro navio negreiro e os dias atuais.</p>



<p>A semana da consciência negra não poderá ser um momento de simples celebração enquanto o racismo estrutural, a desigualdade social e a falta de oportunidade não forem eliminados.</p>



<p>A semana da consciência negra deve ser um marco na luta diária pela construção de uma sociedade igualitária.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Obras</h2>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.pacolivros.com.br/a-escolarizacao-do-corpus-negro-processos-de-docilizacao-e-resistencia-nas-teorias-e-praticas-pedagogicas-no-contexto-de-ensinoaprendizagem-de-artes-cenicas"><img decoding="async" src="https://assets.betalabs.net/fit-in/338x508/production/pacolivros/item-images/1be7fce1d78266046f80a626ce8a7da2.jpg" alt=""/></a><figcaption>A ESCOLARIZAÇÃO DO CORPUS NEGRO</figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p>Esta obra “narra o belo das cosmogonias de Áfricas, das convivências sagrado/profanas de povos que consolidaram experiências como afirmação do coletivo, de origens de tradições orais que, a despeito de todas as colonizações, se mantêm íntegras em narrativas de Tierno Bokar, Hampaté Bá e Fu-Kiau. Alberto nos escreve sobre árvores do esquecimento, mas nos sussurra a poética memória de velhas negras que mantém uma pedagogia subterrânea nos terreiros sagrados de nossa terra, mesmo que queimados em gesto de intolerância religiosa. Fala das políticas de estado voltadas para o branqueamento da sociedade brasileira, mas nos contrasta com o TEN – Teatro Experimental do Negro, e de Abdias Nascimento. Fala de casa grande e senzala, mas nos poeta Palmares e Zumbi. E nos apresenta a docilização permanente, proporcionada por uma escolarização idealizada por uma cultura colonialista, mas, com a mansidão de uma amorosidade de quem sabe exatamente do que está falando, nos presenteia com o sutil encantamento das mais belas vozes da resistência”. (Graça Veloso)</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.pacolivros.com.br/educacao-um-pensamento-negro-contemporaneo"><img decoding="async" src="https://assets.betalabs.net/fit-in/338x508/production/pacolivros/item-images/d7ef47d442f3aa2f6f64514135665602.jpg" alt=""/></a><figcaption><a href="https://www.pacolivros.com.br/educacao-um-pensamento-negro-contemporaneo">EDUCAÇÃO: UM PENSAMENTO NEGRO CONTEMPORÂNEO</a></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p>Este livro é uma referência indispensável na pesquisa sobre movimentos sociais negros, discriminação racial, desigualdades raciais, ações afirmativas e valorizativas. Apoia especialmente estudos e práticas em políticas de promoção da igualdade racial e Educação das Relações Étnico-Raciais. O livro demonstra mais de cem anos de luta de movimentos contra o racismo e por educação, algo formalmente constatado a partir de 1853, por meio da obstinação do professor Pretextato dos Passos e Silva. Luta que continua até os dias presentes.</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.pacolivros.com.br/guerreiro-ramos-e-o-personalismo-negro"><img decoding="async" src="https://assets.betalabs.net/fit-in/338x508/production/pacolivros/item-images/fb7d530433aecd4e20e63888f2c16e85.jpg" alt=""/></a><figcaption><a href="https://www.pacolivros.com.br/guerreiro-ramos-e-o-personalismo-negro">GUERREIRO RAMOS E O PERSONALISMO NEGRO</a></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p>Guerreiro Ramos esteve entre aqueles autores/ativistas que entenderam, na década de 1950, que a europeização do mundo era um processo racista e excludente. Mas como humanista que era, quis ver além. Defendeu a criação de um Brasil novo, nacional e popular. Daí sua interpretação original da negritude e sua crença na possibilidade de reeducação do “branco” brasileiro. Foi o nosso Fanon possível. Mas nem sua crítica, nem seu projeto de Brasil nasceram no vazio. Eles foram gerados na própria trajetória de Guerreiro: este “mulato” que virou “negro”, por conta de sua práxis no Teatro Experimental do Negro. Esta é a estória que este livro conta.</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.pacolivros.com.br/entre-negros-e-brancos-o-que-ficou?-diasporas-identidades-e-representacoes-em-literaturas-africanas-e-afrodescendentes-nas-americas"><img decoding="async" src="https://assets.betalabs.net/fit-in/338x508/production/pacolivros/item-images/881c480d0648dd1338b28e261f3f342d.jpg" alt=""/></a><figcaption><a href="https://www.pacolivros.com.br/entre-negros-e-brancos-o-que-ficou?-diasporas-identidades-e-representacoes-em-literaturas-africanas-e-afrodescendentes-nas-americas" data-type="URL" data-id="https://www.pacolivros.com.br/entre-negros-e-brancos-o-que-ficou?-diasporas-identidades-e-representacoes-em-literaturas-africanas-e-afrodescendentes-nas-americas">ENTRE NEGROS E BRANCOS<br>DIÁSPORAS, IDENTIDADES E REPRESENTAÇÕES EM LITERATURAS AFRICANAS E AFRODESCENDENTES NAS AMÉRICAS</a><br></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p>Esta obra atende à demanda de pessoas interessadas no campo de crítica literária afrodescendente., na pesquisa e ensino de temáticas relacionadas à afrodescendência, africanidade, etnia (Lei n° 10.639/2003), gênero, memória, construção de identidades pós-coloniais, como também tem seu propósito de dar mais visibilidade à obra de afro-brasileiros, afrodescendentes e africanos.</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.pacolivros.com.br/cotas-para-negros-em-universidades-funcao-social-do-estado-contemporaneo-e-o-principio-da-proporcionalidade"><img decoding="async" src="https://assets.betalabs.net/fit-in/338x508/production/pacolivros/item-images/72ca5d913809dd4b9e0272604af38c87.jpg" alt=""/></a><figcaption><a href="https://www.pacolivros.com.br/cotas-para-negros-em-universidades-funcao-social-do-estado-contemporaneo-e-o-principio-da-proporcionalidade">COTAS PARA NEGROS EM UNIVERSIDADES<br>FUNÇÃO SOCIAL DO ESTADO CONTEMPORÂNEO E O PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE</a></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p>As Cotas para Negros em Universidades e o Princípio da Proporcionalidade são tema relevante à sociedade brasileira e compõem imperiosa necessidade de restaurar os males de Estado no reconhecimento dos direitos humanos. O Estado contemporâneo exige ações em prol de demandas sociais imprescindíveis, permeadas pelo republicanismo, daí a legitimidade desta obra, assentada na redução das desigualdades sociais e impondo seriedade ao tema. Dessa forma, o presente livro traz preceitos basilares e conceituais que permitem ao leitor plena compreensão da adequação do Estado à necessidade de afirmação dos direitos humanos.</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.pacolivros.com.br/nem-mae-preta-nem-negra-fulo-historias-de-trabalhadoras-domesticas-em-recife-e-salvador-1870-1910"><img decoding="async" src="https://assets.betalabs.net/fit-in/338x508/production/pacolivros/item-images/a27176b9f09481f8fbb69f03f4c35342.jpg" alt=""/></a><figcaption><a href="https://www.pacolivros.com.br/nem-mae-preta-nem-negra-fulo-historias-de-trabalhadoras-domesticas-em-recife-e-salvador-1870-1910">NEM MÃE PRETA, NEM NEGRA FULÔ<br>HISTÓRIAS DE TRABALHADORAS DOMÉSTICAS EM RECIFE E SALVADOR (1870-1910)</a><br></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p>Este livro conta histórias, inscreve dramas, adentra as casas senhoriais, debate leis, debate valores (honra, fidelidade, obediência), escravidão e pós-abolição, sentimentos de posse daqueles que, durante séculos, exploraram o trabalho de escravizados dentro de suas casas-grandes e de seus sobrados.</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Acesse <a href="https://www.pacolivros.com.br/">www.pacolivros.com.br</a> para ver mais obras!</h2>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://editorialpaco.com.br/semana-da-consciencia-negra/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
