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	<title>paco ediorial &#8211; Paco Editorial</title>
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	<description>Paco Editorial</description>
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	<title>paco ediorial &#8211; Paco Editorial</title>
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		<title>Sobre o exercício de desnaturalizarmos o machismo estrutural: na sociedade e em nós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paco Editorial]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 15:11:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Conteúdos Paco]]></category>
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					<description><![CDATA[O tema que nos traz aqui tem a ver com a nossa vida concreta e cotitiana. Você e eu estamos completamente imersos nele. Eu venho falar sobre o machismo. Hoje em dia é tema de debates, desde de o Supremo Tribunal de Justiça, passando pelo Planalto, até chegar nas cozinhas das casas ou nos botecos da cidade. O machismo é um tema que constitui a sociedade brasileira e a atravessa de ponta a ponta. Praticamente, não há tema que não seja, de uma maneira ou de outra, tocado pelo machismo estrutural.&#160; Mas, será, então que todos nós somos machistas? E, indo mais fundo, afinal, o que é ser machista? Cada um tem sua própria resposta, não é mesmo? Muitos dirão que não existe esse negócio de ‘ser machista’ e que tudo isso é mimimi. Diremos a esses: não é bem assim, não!!! O Brasil é um país profundamente machista em sua constituição. Outros dirão, que o machismo é a forma rude e, até mesmo, violenta, com que alguns (muitos!!!) homens tratam as mulheres. Esses estão corretos. Isso é ser machista e isso é machismo, mas o machismo não é ‘só isso’: ele é bem mais que isso! Afinal, o que é ser machista e o que é o machismo? Ser machista é entender que o que é ‘masculino’ é superior ao que é ‘feminino’. Essa é a explicação, mais genérica que eu posso formular. Vejam só, uma supresa! Certo? A associação entre o machismo e a opressão da mulher é evidente e está correta, como disse: sim, é machismo! Quero mostrar que essa opressão é fruto do machismo, mas ela não é todo o machismo. O espectro do machismo é bem mais amplo. Desde já afirmo que, com isso, não estou diminuindo de forma alguma a opressão e a violência dos homens contra as mulheres. Essa violência precisa ser superada e quem ganha com isso é a humanidade.&#160; O machismo estrutural é a construção, a organização, a disposição e a ordem dos elementos que compõem o corpo social, dando sustentação à dominação patriarcal. Essa estrutura enaltece os valores constituídos como ‘MASCULINOS’&#160;em direto e (des)proporcional detrimento da condição autônoma dos valores constituídos como ‘femininos’ em todas as suas manifestações – e, como dissemos – em especial na mulher e nas sexualidades que não são heteronormativas. O machismo, lido como sistema de opressão do feminino, mesmo fazendo todo esse trabalho para enaltecer os valores ‘MASCULINOS’&#160;e os sujeitos que convencionamos chamar de ‘homens’, é produtor de mazelas e pressões para esses ‘homens’. E por quê? “Pensei que o machismo só agredisse a mulher?” pode alguém perguntar.&#160;&#160;O machismo é maléfico para o homem porque gira em torno de uma brutal exigência de sua masculinidade, estimula e exige comportamentos que, muitas vezes, lhes causam profundos danos psíquicos e físicos. Aqui precisamos novamente afirmar, esses danos são causados de formas e proporções diferentes dos danos produzidos às ‘mulheres’. E indo além, o machismo estrutural coloca todos os gêneros que escapem a qualquer classificação binária e dicotômica (ou seja as que entendem que só existe MASCULINO = HOMEM e feminino = mulher) como aberrações e os relega à invisibilidade. É daí que é importante chamarmos atenção e pedir respeito e união à legítima luta LGBTQIA+ por visibilidade, pois ser visível significa existir – só não sabe disso que já é visível – como os homens e as mulheres cis-heterormativas). Estas inclassificáveis classificações de gêneros do ponto de vista do machismo podem ser referidas como ‘ambíguas’, pois podem ‘admitir mais de uma leitura’. Ora, justamente, por isso, não são compreensíveis para à (muito menos respeitadas pela) leitura binária e dicotômica do machismo. O machismo é profundamente intolerante com a ambiguidade. Nos parece importante apontar outras observações sobre o machismo para que possamos compor uma ideia suficientemente forte de machismo estrutural para que possamos, a partir daí, investiga-lo, compreendê-lo e combate-lo. Assim, podemos dizer que o&#160;machismo&#160;é uma forma de preconceito: pois é uma&#160;opinião ou sentimento concebido sem exame crítico (justamente o exame que pretendemos convidar os leitores e as leitoras a realizarem). O machismo é um preconceito porque é um conjunto de ideias, opiniões ou sentimentos que são desfavoráveis ao ‘feminino’, esse conjunto é formado sem conhecimento abalizado, sem ponderação ou mesmo sem razão (moralismo). Assim, é, igualmente, um sentimento hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma regra naturalizada (a superioridade do ‘MASCULINO’&#160;sobre o ‘feminino’); e é uma intolerância, pois não permite que nada fora disso floresça.&#160; O machismo se manifesta em&#160;opiniões (ideias), atitudes (ações), sentimentos. Desde pequenos somos ensinados, pela família, a sermos homens ou mulheres e, com isso, uma série de regras de comportamento para cada gênero. Isso produz subjetividade, produz nossas ideias, as formas pelas quais sentimos e agimos no mundo. Como desdobramento do preconceito, o machismo é uma forma de&#160;discriminação, pois se materializa num&#160;tratamento diferenciado (no caso, pior) dado ao ‘feminino’ em relação ao ‘MASCULINO’. Esse movimento discriminatório é claramente visto no mercado de trabalho – assim como em outras instâncias do social (especialmente àquelas ligadas ao poder).&#160; Ser machista é exercer a&#160;violência&#160;simbólica, psicológica, física, moral, material, sistêmica, pois toda forma de constrangimento exercido sobre o ‘feminino’ é de ordem machista. Essa violência é sempre realizada no sentido de obrigar o ‘feminino’ a submeter-se à vontade do ‘MASCULINO’. A violência final contra o ‘feminino’ é o feminicídio: o assassinato de uma mulher que tem sua causa, justamente, ela ser mulher. Mas, é a violência contra o feminino no corpo do homem, reprimindo qualquer manifestação de afeto ou sensibilidade nestes corpos. O machismo é uma forma de&#160;opressão, de&#160;sujeição imposta pela força, pelo uso da autoridade ou, digamos de maneira mais correta, do autoritarismo. É uma tirania, a qual coloca o ‘feminino’ sob jugo do ‘MASCULINO’. Ele mostra sua face no constrangimento e na pressão moral (por exemplo a constante coação da mulher a ser recatada, pudica, casta) à qual submete tudo o que é ‘feminino’, notadamente a mulher, as populações LGBTQIA+ e todos os homens que se recusam a serem Homens (com H maiúsculo, como se diz por aí), provocando humilhação e embaraço. A opressão do machismo produz, sem dúvidas, diminuição acentuada do vigor e da energia dos indivíduos na sociedade. Consideramos, por fim, o machismo como um&#160;exercício de poder, forma de controle e dominação, pois no machismo a construção dos corpos obedece à construção do corpo ‘masculinizado’ (no sentido de construído como masculino) como referência (para quem tem pênis) e do ‘feminilizado’ (no sentido de construído como feminino) como desdobramento, ausência, inversão do masculino (para que não tem pênis) – disto, tira-se conclusões morais da condição do ‘feminino’ como ausência e naturalmente inferior por natureza ao ‘MASCULINO’.&#160;Desse pressuposto, se desdobram as regras morais e, nelas, a exigência do comportamento (casto, pudico, recatado) das mulheres.&#160; O livro “Desnaturalização do machismo estrutural na sociedade brasileira” (Helio Hintze, organizador) oferece ferramentas que possibilitam a desnaturalização essa estrutura dominação, apresentando alguns mecanismos de seu exercício de poder, investigando os discursos que o fundam e que o perpetuam.&#160; Sobre o livro Esta obra é fruto de um trabalho coletivo de pesquisadoras e pesquisadores unidos por um desafio central: contribuir para a desnaturalização do machismo estrutural de nossa sociedade. As reflexões caminham para superar o machismo estrutural de nossa sociedade ao mesmo tempo em que combatemos o machismo dentro de cada um de nós. Esperamos que essa contribuição possa abrir as portas da crítica e recolocar aquilo que fora naturalizado ao longo do tempo nos trilhos da história, visando sua transformação e a produção de formas de convivência mais saudáveis, de sociedades e seres humanos mais emancipados, menos preconceituosos e mais abertos à compreensão da beleza que advém da singularidade e da pluralidade humanas. Sobre o autor e organizador do livro Hélio Hintze é educador, filósofo e pesquisador transdisciplinar. Coordenador do Observatório do Machismo. Educador e palestrante nos Projetos Fazer Pensar – Ética &#38; Educação e Sabores &#38; Saberes. Gostou do livro? Adquira já o seu exemplar em nossa Loja Virtual ou pela Amazon!]]></description>
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<p class="has-drop-cap">O tema que nos traz aqui tem a ver com a nossa vida concreta e cotitiana. Você e eu estamos completamente imersos nele. Eu venho falar sobre o machismo. Hoje em dia é tema de debates, desde de o Supremo Tribunal de Justiça, passando pelo Planalto, até chegar nas cozinhas das casas ou nos botecos da cidade. O machismo é um tema que constitui a sociedade brasileira e a atravessa de ponta a ponta. Praticamente, não há tema que não seja, de uma maneira ou de outra, tocado pelo machismo estrutural.&nbsp;</p>



<p>Mas, será, então que todos nós somos machistas? E, indo mais fundo, afinal, o que é ser machista? Cada um tem sua própria resposta, não é mesmo?</p>



<p>Muitos dirão que não existe esse negócio de ‘ser machista’ e que tudo isso é mimimi. Diremos a esses: não é bem assim, não!!! O Brasil é um país profundamente machista em sua constituição.</p>



<p>Outros dirão, que o machismo é a forma rude e, até mesmo, violenta, com que alguns (muitos!!!) homens tratam as mulheres. Esses estão corretos. Isso é ser machista e isso é machismo, mas o machismo não é ‘só isso’: ele é bem mais que isso!</p>



<p>Afinal, o que é ser machista e o que é o machismo?</p>



<p>Ser machista é entender que o que é ‘masculino’ é superior ao que é ‘feminino’. Essa é a explicação, mais genérica que eu posso formular. Vejam só, uma supresa! Certo? A associação entre o machismo e a opressão da mulher é evidente e está correta, como disse: sim, é machismo!</p>



<p>Quero mostrar que essa opressão é fruto do machismo, mas ela não é todo o machismo. O espectro do machismo é bem mais amplo. Desde já afirmo que, com isso, não estou diminuindo de forma alguma a opressão e a violência dos homens contra as mulheres. Essa violência precisa ser superada e quem ganha com isso é a humanidade.&nbsp;</p>



<p>O machismo estrutural é a construção, a organização, a disposição e a ordem dos elementos que compõem o corpo social, dando sustentação à dominação patriarcal. Essa estrutura enaltece os valores constituídos como ‘MASCULINOS’&nbsp;em direto e (des)proporcional detrimento da condição autônoma dos valores constituídos como ‘femininos’ em todas as suas manifestações – e, como dissemos – em especial na mulher e nas sexualidades que não são heteronormativas. O machismo, lido como sistema de opressão do feminino, mesmo fazendo todo esse trabalho para enaltecer os valores ‘MASCULINOS’&nbsp;e os sujeitos que convencionamos chamar de ‘homens’, é produtor de mazelas e pressões para esses ‘homens’. E por quê? “Pensei que o machismo só agredisse a mulher?” pode alguém perguntar.&nbsp;&nbsp;O machismo é maléfico para o homem porque gira em torno de uma brutal exigência de sua masculinidade, estimula e exige comportamentos que, muitas vezes, lhes causam profundos danos psíquicos e físicos. Aqui precisamos novamente afirmar, esses danos são causados de formas e proporções diferentes dos danos produzidos às ‘mulheres’. E indo além, o machismo estrutural coloca todos os gêneros que escapem a qualquer classificação binária e dicotômica (ou seja as que entendem que só existe MASCULINO = HOMEM e feminino = mulher) como aberrações e os relega à invisibilidade. É daí que é importante chamarmos atenção e pedir respeito e união à legítima luta LGBTQIA+ por visibilidade, pois ser visível significa existir – só não sabe disso que já é visível – como os homens e as mulheres cis-heterormativas). Estas inclassificáveis classificações de gêneros do ponto de vista do machismo podem ser referidas como ‘ambíguas’, pois podem ‘admitir mais de uma leitura’. Ora, justamente, por isso, não são compreensíveis para à (muito menos respeitadas pela) leitura binária e dicotômica do machismo. O machismo é profundamente intolerante com a ambiguidade.</p>



<p>Nos parece importante apontar outras observações sobre o machismo para que possamos compor uma ideia suficientemente forte de machismo estrutural para que possamos, a partir daí, investiga-lo, compreendê-lo e combate-lo.</p>



<p>Assim, podemos dizer que o&nbsp;<strong>machismo&nbsp;</strong>é uma forma de p<strong>reconceito</strong>: pois é uma&nbsp;opinião ou sentimento concebido sem exame crítico (justamente o exame que pretendemos convidar os leitores e as leitoras a realizarem). O machismo é um preconceito porque é um conjunto de ideias, opiniões ou sentimentos que são desfavoráveis ao ‘feminino’, esse conjunto é formado sem conhecimento abalizado, sem ponderação ou mesmo sem razão (moralismo). Assim, é, igualmente, um sentimento hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma regra naturalizada (a superioridade do ‘MASCULINO’&nbsp;sobre o ‘feminino’); e é uma intolerância, pois não permite que nada fora disso floresça.&nbsp;</p>



<p>O machismo se manifesta em&nbsp;<strong>opiniões (ideias), atitudes (ações), sentimentos</strong>. Desde pequenos somos ensinados, pela família, a sermos homens ou mulheres e, com isso, uma série de regras de comportamento para cada gênero. Isso produz subjetividade, produz nossas ideias, as formas pelas quais sentimos e agimos no mundo.</p>



<p>Como desdobramento do preconceito, o machismo é uma forma de&nbsp;<strong>discriminação</strong>, pois se materializa num&nbsp;tratamento diferenciado (no caso, pior) dado ao ‘feminino’ em relação ao ‘MASCULINO’. Esse movimento discriminatório é claramente visto no mercado de trabalho – assim como em outras instâncias do social (especialmente àquelas ligadas ao poder).&nbsp;</p>



<p>Ser machista é exercer a&nbsp;<strong>violência</strong>&nbsp;simbólica, psicológica, física, moral, material, sistêmica, pois toda forma de constrangimento exercido sobre o ‘feminino’ é de ordem machista. Essa violência é sempre realizada no sentido de obrigar o ‘feminino’ a submeter-se à vontade do ‘MASCULINO’. A violência final contra o ‘feminino’ é o feminicídio: o assassinato de uma mulher que tem sua causa, justamente, ela ser mulher. Mas, é a violência contra o feminino no corpo do homem, reprimindo qualquer manifestação de afeto ou sensibilidade nestes corpos.</p>



<p>O machismo é uma forma de&nbsp;<strong>opressão</strong>, de&nbsp;sujeição imposta pela força, pelo uso da autoridade ou, digamos de maneira mais correta, do autoritarismo. É uma tirania, a qual coloca o ‘feminino’ sob jugo do ‘MASCULINO’. Ele mostra sua face no constrangimento e na pressão moral (por exemplo a constante coação da mulher a ser recatada, pudica, casta) à qual submete tudo o que é ‘feminino’, notadamente a mulher, as populações LGBTQIA+ e todos os homens que se recusam a serem Homens (com H maiúsculo, como se diz por aí), provocando humilhação e embaraço. A opressão do machismo produz, sem dúvidas, diminuição acentuada do vigor e da energia dos indivíduos na sociedade.</p>



<p>Consideramos, por fim, o machismo como um&nbsp;<strong>exercício de poder, forma de controle e dominação</strong>, pois no machismo a construção dos corpos obedece à construção do corpo ‘masculinizado’ (no sentido de construído como masculino) como referência (para quem tem pênis) e do ‘feminilizado’ (no sentido de construído como feminino) como desdobramento, ausência, inversão do masculino (para que não tem pênis) – disto, tira-se conclusões morais da condição do ‘feminino’ como ausência e naturalmente inferior por natureza ao ‘MASCULINO’.&nbsp;Desse pressuposto, se desdobram as regras morais e, nelas, a exigência do comportamento (casto, pudico, recatado) das mulheres.&nbsp;</p>



<p>O livro “Desnaturalização do machismo estrutural na sociedade brasileira” (Helio Hintze, organizador) oferece ferramentas que possibilitam a desnaturalização essa estrutura dominação, apresentando alguns mecanismos de seu exercício de poder, investigando os discursos que o fundam e que o perpetuam.&nbsp;</p>



<p><strong>Sobre o livro</strong></p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="779" height="1024" src="https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2789-Capa-3D_1-779x1024.png" alt="" class="wp-image-17318 size-full" srcset="https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2789-Capa-3D_1-779x1024.png 779w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2789-Capa-3D_1-228x300.png 228w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2789-Capa-3D_1-768x1009.png 768w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2789-Capa-3D_1.png 1137w" sizes="(max-width: 779px) 100vw, 779px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Esta obra é fruto de um trabalho coletivo de pesquisadoras e pesquisadores unidos por um desafio central: contribuir para a desnaturalização do machismo estrutural de nossa sociedade. As reflexões caminham para superar o machismo estrutural de nossa sociedade ao mesmo tempo em que combatemos o machismo dentro de cada um de nós. Esperamos que essa contribuição possa abrir as portas da crítica e recolocar aquilo que fora naturalizado ao longo do tempo nos trilhos da história, visando sua transformação e a produção de formas de convivência mais saudáveis, de sociedades e seres humanos mais emancipados, menos preconceituosos e mais abertos à compreensão da beleza que advém da singularidade e da pluralidade humanas.</p>
</div></div>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Sobre o autor e organizador do livro</strong></p>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:auto 21%"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="664" height="672" src="https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Captura-de-Tela-2021-05-12-as-10.12.55.png" alt="" class="wp-image-17317 size-full" srcset="https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Captura-de-Tela-2021-05-12-as-10.12.55.png 664w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Captura-de-Tela-2021-05-12-as-10.12.55-296x300.png 296w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Captura-de-Tela-2021-05-12-as-10.12.55-75x75.png 75w" sizes="(max-width: 664px) 100vw, 664px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Hélio Hintze é educador, filósofo e pesquisador transdisciplinar. Coordenador do Observatório do Machismo. Educador e palestrante nos Projetos Fazer Pensar – Ética &amp; Educação e Sabores &amp; Saberes.</p>
</div></div>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Gostou do livro?</strong></p>



<p>Adquira já o seu exemplar em nossa <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.pacolivros.com.br/desnaturalizacao-do-machismo-estrutural-na-sociedade-brasileira" target="_blank">Loja Virtual</a> ou pela <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.amazon.com.br/dp/6587782698?ref=myi_title_dp" target="_blank">Amazon</a>!</p>
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		<title>10 Dicas para planejar sua leitura em 2021</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paco Editorial]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Jan 2021 20:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[aprender]]></category>
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		<category><![CDATA[youtube]]></category>
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					<description><![CDATA[O hábito de começar o dia e já acessar as redes sociais, como o WhatsApp, é comum entre os brasileiros. Quando o assunto é em relação ao hábito de leitura, no entanto, a realidade é bem diferente.]]></description>
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<hr class="wp-block-separator"/>



<p>O hábito de começar o dia e já acessar as redes sociais, como o WhatsApp, é comum entre os brasileiros. Quando o assunto é em relação ao hábito de&nbsp;<strong>leitura</strong>, no entanto, a realidade é bem diferente.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>Aliás, não somos nós que estamos falando isso.&nbsp;<strong>Os dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil mostram que, entre 2015 e 2019, o país perdeu 4,6 milhões de leitores</strong>.</p>



<p>Entre as pessoas que mais deixaram de ler, a maioria possui ensino superior. Na prática, a coordenação da pesquisa indica que, embora as pessoas aleguem falta de tempo para a&nbsp;<strong>leitura</strong>, a realidade é que sobra tempo demais para as redes sociais.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h3 class="wp-block-heading">Estamos lendo menos, mas é possível mudar</h3>



<p>A mudança de hábito, no entanto, não é uma tarefa fácil.&nbsp;<strong>A formação de bons leitores tem a ver tanto com os estímulos que a criança recebe, ainda no ambiente doméstico, quanto com os incentivos de professores e outros profissionais da educação</strong>.</p>



<p>O problema relatado pela pesquisa&nbsp;<strong>Retratos da Leitura no Brasil</strong>, contudo, evidencia que os bons leitores da infância e da adolescência estão, aos poucos, perdendo esse hábito.</p>



<p>Inclusive, a classe A, que em tese teria maior poder aquisitivo para comprar livros, diminuiu a&nbsp;<strong>leitura</strong>. O percentual de&nbsp;<strong>leitura</strong>&nbsp;nessa categoria passou de 76%, em 2015, para 67% em 2019.</p>



<p>Se o problema relatado é a falta de tempo, então é possível reverter a situação. Pensando nisso,&nbsp;<strong>auxiliamos você a planejar o seu 2021 para incluir mais livros e mais conteúdo no seu dia a dia</strong>.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>10 dicas essenciais para incluir a leitura no seu dia a dia em 2021</strong></h2>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h3 class="wp-block-heading">1 &#8211; Reveja seus hábitos e determine prioridades</h3>



<p>Estamos acostumados a dizer que não temos tempo e, em partes, isso é verdade. No entanto, se formos analisar o tempo gasto em redes sociais, por exemplo, percebemos que perdemos tempo demais com futilidades.</p>



<p>Sim, é legal curtir as fotos de gatinhos, dos amigos e até discutir, de vez em quando, política. Mas quando fazemos dessas coisas a prioridade de nossas vidas, deixamos de lado a oportunidade de conhecermos assuntos novos e que, na prática, trazem conhecimento cultural.</p>



<p><strong>Um relatório da consultoria App Annie, de 2020, mostrou que o brasileiro gasta 3 horas e 40 minutos, por dia, mexendo em aplicativos de celular</strong>. Reservado o tempo necessário para fazer transações bancárias e responder mensagens importantes, a probabilidade é que o restante do tempo seja destinado a rolar o dedo pelo celular à procura de nada.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h3 class="wp-block-heading">2 &#8211; Faça listas para leitura</h3>



<p>Provavelmente, você tem interesse em descobrir algumas obras, mas não sabe por onde começar. A solução, portanto, é estabelecer uma lista de todas os livros que você gostaria de descobrir e criar uma sequência de prioridades na&nbsp;<strong>leitura</strong>.</p>



<p><strong>O próximo passo é adquirir os primeiros livros da lista</strong>. Se você é um leitor iniciante, opte por livros físicos, pois estes fazem você desviar o olhar das telas e se concentrar melhor.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h3 class="wp-block-heading">3 &#8211; Monte um cronograma de leitura para 2021</h3>



<p>Para 2021, você pode estabelecer a meta de ler de dois a três livros por mês. Caso consiga cumprir essa meta, é possível aumentar a quantidade de livros a partir da metade do ano.</p>



<p>A dica é determinar uma quantidade de páginas para ler todos os dias. Por exemplo, dez páginas podem parecer muito para uns e pouco para outros, mas é o suficiente para que você leia um livro de 150 páginas em 15 dias.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">4 &#8211; Comece por temas que prendam a sua atenção</h3>



<p>Se você nunca gostou de ler e se vê obrigado a começar a leitura por Machado de Assis, José de Alencar ou Gabriel García Márquez, por exemplo, esse começo pode ser muito difícil e até desestimulante.A solução, portanto, é escolher temas que despertam o seu interesse. Romances ou contos policiais são ótimas soluções para provocar o seu interesse pela leitura e deixá-lo mergulhado nos livros.Nesse caso, não há problema em começar pelos clássicos do suspense policial, tais como Agatha Christie, Edgar Allan Poe e Arthur Conan Doyle.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">5 &#8211; Tente inserir contos e crônicas em sua lista de leituras</h3>



<p>or serem narrativas curtas, os contos e crônicas são mais atraentes para algumas pessoas. O Brasil, inclusive, tem uma vasta variedade de cronistas, que relataram o dia a dia das cidades. Alguns deles, como João do Rio e Nelson Rodrigues, traduziram para os livros o bizarro que acontece no cotidiano e que, talvez, passe despercebido para muitos.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">6 &#8211; Siga canais de resenha no YouTube</h3>



<p>A gente pode não te convencer por completo, mas saiba que existem youtubers dedicados a resenhar livros. Ou seja, o YouTube não serve só para procurarmos receitas, dicas de como consertar as coisas ou instruções de maquiagem e produtos para o cabelo.O canal ‘Ler Antes de Morrer’, o canal da ‘Tatiana Feltrin – Ligando Livros a Pessoas’ e o canal da Paloma Lima, por exemplo, são algumas indicações de resenhas de livros que podem despertar a sua vontade para a leitura.As autoras desses canais costumam relatar suas experiências literárias. Enquanto você as visualiza narrando, pode ser despertado pela vontade de decifrar as obras das quais elas falam. Ou seja, o YouTube pode ser uma porta de entrada para a leitura.Em alguns casos, a resenha é tão mágica e cativante que você ficará empenhado em adquirir os livros resenhados logo na sequência.Vale ressaltar, porém, que esses são apenas alguns dos canais entre tantos outros. Você pode pesquisar outros para descobrir.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">7 &#8211; Participe de clubes de leitura on-line</h3>



<p>A gente disse que o brasileiro passa muito tempo nas redes sociais, mas que tal utilizá-las de forma funcional? Hoje, diversas pessoas promovem clubes de leitura on-line por meio de lives no Instagram ou, até mesmo, no YouTube.Com mais pessoas, é estimulante abrir um livro. Sem contar que a interação on-line pode ser a oportunidade de conhecer os próprios autores das obras, já que o mundo virtual diminui as distâncias.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">8 &#8211; Visite bibliotecas e casas de leitura da sua cidade</h3>



<p>Embora 2020 tenha sido um ano difícil em termos de sair de casa, em 2021 as coisas podem ser diferentes. Se na sua cidade a biblioteca municipal estiver aberta, visite-a. Estar em um espaço físico destinado à leitura pode ser inspirador.Caso não exista biblioteca, verifique se há casas de leitura Geralmente, são de tamanho menor e contam com um número menor de obras, mas permitem o empréstimo de livros.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">9 &#8211; Transforme seu passeio no parque em um hábito de leitura</h3>



<p>Sabe aquele passeio que você costuma fazer no parque ou em outro ponto turístico? Essa é uma oportunidade para colocar um livro na mochila e cultivar o hábito de leitura. Leve uma canga para se sentar ou qualquer outra toalha e aproveite o tempo gasto ali.Os parques geralmente são mais tranquilos e não possuem tanto barulho de carros. Também é possível usar fones de ouvido, sem nada tocando, apenas para isolar um pouco os ruídos externos, que podem causar distração.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">10 &#8211; Tenha sempre um livro na bolsa ou na mochila</h3>



<p>Se você vai para o trabalho de ônibus, por exemplo, o trajeto pode ser uma oportunidade para a leitura, bem como o horário de almoço. Além disso, carregar sempre um livro, como costumamos carregar o celular, faz com que você se sinta estimulado a abri-lo em qualquer lugar, como fila de banco ou ponto de ônibus.</p>



<p>De qualquer forma, é importante que o hábito de leitura surja aos poucos, com naturalidade. Não se force tanto e não se sinta frustrado caso demore muito para terminar um livro. Construa a rotina no seu tempo e, aos poucos, verá porque tem tanta gente que gosta de ler.</p>



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