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	<title>infantil &#8211; Paco Editorial</title>
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	<description>Paco Editorial</description>
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	<title>infantil &#8211; Paco Editorial</title>
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		<title>Educar na educação infantil e seus desafios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paco Editorial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2020 19:37:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quando o assunto é educação infantil, a situação não é diferente. Como se trata dos primeiros anos de vida da criança e de seu contato com o mundo exterior, esse momento de aprendizagem exige muita dedicação. Não significa, apenas, passar conhecimento para os pequenos, mas compreender o mundo ao seu redor e as emoções que os cercam.]]></description>
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<p>Entra ano e sai ano, um problema permanece no país. Os&nbsp;<strong>desafios</strong>&nbsp;da&nbsp;<strong>educação</strong>&nbsp;são preocupações constantes de especialistas, organizações, pais, professores e da própria sociedade.</p>



<p>Quando o assunto é&nbsp;<strong>educação infantil</strong>, a situação não é diferente.&nbsp;<strong>Como se trata dos primeiros anos de vida da criança e de seu contato com o mundo exterior, esse momento de aprendizagem exige muita dedicação</strong>. Não significa, apenas, passar conhecimento para os pequenos, mas compreender o mundo ao seu redor e as emoções que os cercam.</p>



<p>Os resultados do&nbsp;<strong>Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)</strong>&nbsp;mostram que o Brasil passou de 5,8, em 2017, para 5,9, em 2019, o que representa uma superação da meta nacional. Mesmo assim, alguns&nbsp;<strong>desafios</strong>&nbsp;permanecem e é sobre eles que vamos abordar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Principais desafios para professores e educadores</strong></h2>



<p>Do professor, exige-se mais que a tarefa de educar. Entre as Diretrizes Nacionais do curso de Pedagogia, por exemplo, estão algumas competências que se espera do pedagogo, como&nbsp;<strong>compreender, cuidar e educar de forma que a criança consiga se desenvolver fisicamente, psicologicamente, intelectualmente e socialmente</strong>.</p>



<p>Nesse sentido, o professor se torna responsável por aplicar, junto com diretores e demais membros da escola, práticas pedagógicas capazes de contribuir para o desenvolvimento infantil.</p>



<p><strong>Essas práticas perpassam por formação qualificada que vai além da graduação</strong>. A capacitação para saber lidar com crianças, suas emoções, as novidades do mundo de hoje e, até mesmo a conciliação com as tecnologias, são&nbsp;<strong>desafios</strong>&nbsp;que exigem do pedagogo.</p>



<p>Para se ter uma dimensão do problema, os dados do&nbsp;<strong>Censo Escolar da Educação Básica</strong>, de 2017, mostravam que 24,3% dos professores da&nbsp;<strong>educação infantil</strong>&nbsp;não tinham diploma universitário.&nbsp;<strong>Além da não formação, os docentes enfrentam inadequação em relação à disciplina lecionada</strong>.</p>



<p>Somado a esses fatores, está a questão da valorização profissional e dos salários. Os dados do&nbsp;<strong>Anuário Brasileiro da Educação Básica</strong>, de 2019, revelam que, em média, um professor da&nbsp;<strong>educação infantil</strong>, com ensino superior, recebe cerca de R$ 3.823.</p>



<p><strong>O valor é 30% a menos que o salário de demais profissionais com a mesma escolaridade</strong>. Se comparada a média de salário do docente com os profissionais da área de exatas ou de saúde, a diferença é de 50% a menos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Para as crianças, a educação emocional também é uma tarefa difícil</strong></h2>



<p>Não é incomum ouvir de educadores que muitos pais deixam a tarefa de educar quase que exclusivamente para os profissionais da&nbsp;<strong>educação</strong>. No ambiente escolar, o professor precisa saber lidar com uma sala de aula lotada e com diversos perfis de crianças.</p>



<p>O lado emocional de cada criança costuma ser diferente. Enquanto umas conseguem trabalhar melhor com a frustração de perder um jogo, por exemplo, outras ficam irritadas quando isso acontece.</p>



<p><strong>Intermediar o conflito para que sentimentos de empatia se desenvolvam requer comprometimento tanto da criança quanto do professor</strong>. Como a personalidade do aluno, nessa fase, está em formação, é possível trabalhar conceitos como autoestima e autoconfiança.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O diálogo entre pais e escola</strong></h2>



<p>Mais que encaminhar os pequenos à escola, os pais precisam acompanhar o desenvolvimento das crianças. Isso acontece tanto por meio das tarefas de casa quanto por acompanhamento da situação escolar na escola.</p>



<p>Em ambientes autoritários, a criança pode ter dificuldade de aprendizagem. Se o problema não for exposto aos professores, torna-se complicado vencer as limitações.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas é possível superar os desafios?</strong></h2>



<p>A resposta é sim.&nbsp;<strong>Além da questão da qualificação dos docentes, é preciso estimular o diálogo constante com a sociedade</strong>. Por isso, o trabalho do professor se desenvolve de maneira mais eficaz quando ele recebe o apoio de outras áreas, como a assistência social e a psicologia.</p>



<p>Recursos, estrutura física das escolas e atividades lúdicas também contam pontos no desenvolvimento infantil. Quando há um olhar mais próximo para essa realidade, fica mais fácil estabelecer metas de ensino capazes de atender às necessidades da&nbsp;<strong>educação infantil</strong>.</p>
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		<title>DIA NACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL E SUAS AUTORAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paco Editorial]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2020 14:09:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde 2012, a data de 25 de agosto ganhou um sentido especial: comemorar o Dia Nacional da Educação Infantil. Para marcar essa primeira etapa do processo de formação e aprendizado, foi instituída a Semana Nacional da Educação Infantil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Desde 2012, a data de 25 de agosto ganhou um sentido especial: comemorar o Dia Nacional da Educação Infantil. Para marcar essa primeira etapa do processo de formação e aprendizado, foi instituída a Semana Nacional da Educação Infantil.</em></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>Unindo as dimensões do educar e do cuidar, a Educação Infantil abarca o atendimento de crianças de 0 a 3 anos, em creches, e de 4 a 5 anos, na pré-escola. Seu propósito é o desenvolvimento integral da criança, em todas as suas dimensões.</p>



<p>Por sua importância, a data é uma oportunidade de celebrar — seja com atividades pedagógicas, brincadeiras ou apresentações artísticas —, mas também de reafirmar a importância da Educação Infantil como direito das crianças e das famílias.<br></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Origem da data</h2>



<p>O Dia Nacional da Educação Infantil foi instituído pela Lei Nº 12.602/2012, de autoria do então senador Cristovam Buarque. A escolha da data é uma homenagem ao nascimento Zilda Arns, médica brasileira e fundadora da Pastoral da Criança.</p>



<p>Irmã do arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns, Zilda foi pediatra e sanitarista. Sua trajetória foi ligada à construção de projetos voltados para o desenvolvimento e proteção de crianças e adolescentes.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Veja o vídeo da autora Bruna Molisani Ferreira</h2>



<figure class="wp-block-video"><video height="720" style="aspect-ratio: 1280 / 720;" width="1280" controls src="https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2020/08/IMG_4843.mov"></video></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Livro da autora</h2>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.pacolivros.com.br/palavras-que-contam-linguagem-formacao-docente-e-educacao-infantil"><img decoding="async" src="https://assets.betalabs.net/fit-in/338x508/production/pacolivros/item-images/53ed0b45c5a8a55cf4be6f9ebbb1c391.jpg" alt=""/></a><figcaption><a href="https://www.pacolivros.com.br/palavras-que-contam-linguagem-formacao-docente-e-educacao-infantil" data-type="URL" data-id="https://www.pacolivros.com.br/palavras-que-contam-linguagem-formacao-docente-e-educacao-infantil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palavras Que Contam<br>Linguagem, Formação Docente e Educação Infantil</a></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Sinopse:</strong><br>Os professores muitas vezes são responsabilizados pelos baixos índices do nível de educação, atribuindo essa culpa à falta de formação ou autonomia e autoridade. Esta obra analisa como os discursos dos professores são tratados em uma formação continuada na educação infantil, o que levou à desqualificação profissional e à perda de controle sobre o próprio trabalho, afetando o conteúdo da prática educativa. Partindo de um estudo com várias professoras infantis, traz à tona a relação entre o discurso e prática e a realidade que os professores alteram seu discurso, mas permanecem com a mesma prática dentro de sala de aula. Trazendo aspectos históricos da formação de professores e da origem das creches, com enfoque no trabalho com a linguagem na primeira etapa da educação básica, a autora busca discutir saberes que são adquiridos no cotidiano escolar assim como proporcionar espaço para que as crianças falem e sejam ouvidas.</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Comentário da autora Kenia Adriana de Aquino</h2>



<p>O Dia Nacional da Educação Infantil não pode nos deixar esquecer da realidade atual das creches e pré-escolas brasileiras, em que a maioria não atende à demanda de vagas e possui infraestrutura inadequada ou ineficiente, por exemplo. Por isso, o dia 25 de agosto precisa suscitar em nós o desejo por reivindicar políticas públicas efetivas que garantam o acesso à escola para a primeira infância de todo o país e também viabilizem a construção de espaços físicos apropriados, bem como experiências culturais diversas e livros literários de qualidade que ampliem o olhar <strong><u>da</u></strong> e <strong><u>para</u></strong> a criança.</p>



<p>Kenia Adriana de Aquino Modesto Silva é docente da Universidade Federal de Jataí (UFJ), Mestre em Educação pela UFMT e Doutora em Educação pela Unesp. Estuda as temáticas: formação do leitor na primeira infância, literatura infantil, leitura com bebês e crianças pequenas, estratégias de leitura, alfabetização e formação do professor alfabetizador.</p>



<p>É autora do livro <em>O Nascimento do Leitor: ler, contar e ouvir histórias na educação infantil </em>publicado pela Paco Editorial e a EdUFMT. Na obra, ela registra sua pesquisa de Mestrado com um levantamento sobre infância e educação infantil, discute sobre leitura e literatura infantil na formação da criança e, por fim, relata suas vivências de leitura literária com crianças de 5 anos. É, portanto, um trabalho que pode contribuir com as práticas de leitura literária específicas para a educação infantil.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.pacolivros.com.br/o-nascimento-do-leitor-ler-contar-e-ouvir-historias-na-educacao-infantil"><img decoding="async" src="https://assets.betalabs.net/fit-in/338x508/production/pacolivros/item-images/63d706253ce36c3324634ac045edd13f.jpg" alt=""/></a><figcaption><a href="https://www.pacolivros.com.br/o-nascimento-do-leitor-ler-contar-e-ouvir-historias-na-educacao-infantil" data-type="URL" data-id="https://www.pacolivros.com.br/o-nascimento-do-leitor-ler-contar-e-ouvir-historias-na-educacao-infantil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O nascimento do leitor<br>Ler, contar e ouvir histórias na educação infantil</a></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Sinopse:</strong><br>Este livro preocupa-se com a formação do leitor e apresenta as respostas para as seguintes questões: por que meus alunos não gostam de ler? O que ocorreu em seus percursos de leitores para afastá-los dessa prática cultural? Como alguém pode não gostar de e viver sem ler? Mas como se ensina ler? A autora perseguiu com tenacidade seu objetivo de descobrir quais as possibilidades de uso da literatura com as crianças, planejando e modificando planos, agindo e se olhando criticamente, narrando e analisando falhas e descobertas.</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Educação Infantil no Brasil</h2>



<p>No Brasil, a Educação Infantil é um dever do Estado, mas nem sempre foi assim. Os primeiros estabelecimentos educacionais voltados para crianças surgiram para atender as mulheres que trabalhavam fora de casa.</p>



<p>Somente a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988 a Educação Infantil foi incorporada como direito e alinhada ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Com isso, vieram as políticas, planos e programas para concretização desse direito.</p>



<p>A participação social de diversos setores da sociedade foi fundamental na constituição dessas diretrizes e leis, bem como no reconhecimento da relevância da Educação Infantil enquanto política pública.</p>



<p>Dados mais recentes, do “Monitoramento do uso dos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil”, apontam o crescimento da modalidade no Brasil, ainda que este não acompanhe a demanda.</p>



<p>Em 2011, o número total de matrículas na faixa de 0 a 5 anos foi de 6.756.698. Por outro lado, havia 16.728.146 crianças nessa mesma faixa no país, segundo o Censo Populacional 2010.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Desafios na atualidade</h2>



<p>Apesar de a legislação brasileira reconhecer a educação de qualidade como um direito da criança desde o seu nascimento, pesquisadores apontam que o dia a dia de diversas escolas infantis refletem as divergências entre o que está no papel e a realidade.</p>



<p>A distância entre o ideal e o realizado pode ser percebida pela desigualdade no acesso aos centros de Educação Infantil, na exclusão de uma parcela significativa das crianças dos ambientes escolares e nas diferenças de qualidade do ensino ofertado.</p>



<p>Entre os principais desafios estão a busca por financiamento próprio, a expansão do atendimento a crianças na faixa etária de 0 a 3 anos, o incremento da qualidade do cuidado e da educação em todo o segmento de 0 a 5 anos.</p>



<p>O Dia Nacional da Educação Infantil é, portanto, um momento para comemorar as conquistas e melhorias nos índices brasileiros, mas também para reivindicar políticas públicas adequadas e o cumprimento daquilo que é garantido por lei.</p>
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		<title>Dia de Monteiro Lobato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paco Editorial]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2020 12:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
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					<description><![CDATA[No dia 18 de abril é comemorado o Dia de Monteiro Lobato. A data, também conhecida como Dia Nacional de Livro Infantil, consta na Lei 10.402, de janeiro de 2002, e é uma homenagem ao escritor, considerado o pai da literatura infantil brasileira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No dia 18 de abril é comemorado o Dia de Monteiro Lobato. A data, também conhecida como Dia Nacional de<a href="https://www.pacolivros.com.br/literatura-infantil"> Livro Infantil</a>, consta na Lei 10.402, de janeiro de 2002, e é uma homenagem ao escritor, considerado o pai da literatura infantil brasileira.</p>



<p>Responsável por obras como o Sítio do Picapau Amarelo, Reinações de Narizinho e Urupês, Monteiro Lobato teve seu nome marcado na história, e o dia de Monteiro Lobato pode ser uma grande oportunidade para conhecer o próprio autor, suas criações e influências.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem é Monteiro Lobato</h2>



<p>Muitas pessoas conhecem o nome do autor ou de obras famosas, como o Sítio do Picapau Amarelo, mas pode não saber muito sobre ele.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.estudopratico.com.br/wp-content/uploads/2014/03/biografia-de-monteiro-lobato-1200x675.jpg" alt=""/><figcaption>imagem:  https://www.estudopratico.com.br/biografia-de-monteiro-lobato/ </figcaption></figure>



<p>Para começar, sabemos que o Dia de Monteiro Lobato é comemorado no dia 18 de abril, mas a data não foi escolhida de forma aleatória para homenagear o autor, mas sim porque foi nesse dia, no ano de 1882, que nasceu Monteiro Lobato.</p>



<p>Natural de Taubaté, cidade do interior de São Paulo na região do Vale do Paraíba – e que atualmente abriga o Museu Monteiro Lobato – a criança José Bento Renato Monteiro Lobato cresceu e se tornou o escritor que conhecemos hoje.</p>



<p>Um fato curioso é que Monteiro Lobato teve várias profissões, são elas:</p>



<p>• Advogado e Promotor: Lobato se formou em Direito na Faculdade do Largo São Francisco, hoje parte da USP, e atuou na profissão até a morte de seu avô José Francisco Monteiro, quando passou a se dedicar à carreira de escritor e mudou para o sítio que herdou.</p>



<p>• Escritor: muito conhecido por seus contos e obras infantis, ele também escreveu para o público adulto.</p>



<p>• Tradutor: Lobato também foi responsável pela tradução de clássicos como Alice no País das Maravilhas, Robin Hood, contos dos irmãos Grimm e de Hans Christian Andersen. </p>



<p>• Editor: ele fundou a revista Paraíba, com 12 números publicados e colaborou com a Revista do Brasil.</p>



<p>• Jornalista: além de fundar, o escritor também escreveu para a revista Paraíba. Na Revista Brasil, Monteiro Lobato também publicou várias matérias e editoriais no jornal O Estado de S. Paulo.</p>



<p>• Empresário: Monteiro Lobato eventualmente comprou a Revista do Brasil e fundou a Editora Monteiro Lobato &amp; Cia. Editores, conhecida depois como Companhia Editora Nacional. Ele também foi um dos fundadores da Companhia de Petróleos do Brasil.</p>



<p>Assim como obras importantes para a literatura brasileira, Monteiro Lobato também esteve envolvido em questões controversas, como veremos mais para frente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Importância na literatura infantil brasileira</h2>



<p>Não podemos falar de Monteiro Lobato sem falar da importância das obras dele para a<a href="https://www.pacolivros.com.br/literatura-infantil"> literatura infantil</a> brasileira. Afinal, existe motivo para a data em que nasceu ser escolhida para o Dia Nacional do <a href="https://www.pacolivros.com.br/literatura-infantil">Livro Infantil</a>, ou simplesmente Dia de Monteiro Lobato.</p>



<p>A carreira de escritor infantil de Monteiro Lobato começa com o sucesso do livro A Menina do Narizinho Arrebitado, em 1921, tendo como personagens principais Narizinho, Emília, Dona Benta e Tia Nastácia.</p>



<p>Esse primeiro livro eventualmente se torna o primeiro capítulo do livro Reinações de Narizinho, publicado em 1931, e o começo da série do Sítio do Picapau Amarelo.</p>



<p>A literatura infantil brasileira ganhou uma cara nova depois das publicações de Monteiro Lobato, com narrativas que vão do real ao imaginário de forma simples, tornando possível o exercício lúdico da leitura tanto para crianças quanto para adultos. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Sítio do Picapau Amarelo</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://br.web.img2.acsta.net/r_640_360/newsv7/16/09/27/20/04/437831.jpg" alt=""/><figcaption>imagem:  http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-124681/ </figcaption></figure>



<p>Sem dúvida essa é a obra mais famosa do autor, se tornando sucesso inclusive nas adaptações para TV.</p>



<p>O Sítio do Picapau Amarelo, retrata a vida simples no sítio através de histórias e aventuras protagonizadas por personagens icônicos como: </p>



<p>• Narizinho e Pedrinho: são dois primos, crianças e netos da Dona Benta. </p>



<p>• Emília: a melhor amiga de Narizinho é uma boneca de pano viva, conhecida por suas críticas e gênio forte.</p>



<p>• Dona Benta: avó das crianças, a dona do Sítio do Picapau Amarelo vive contando histórias e estimulando a imaginação e curiosidade das crianças e da boneca.</p>



<p>• Tia Nastácia: ela trabalha para a família de Dona Benta como cozinheira e ajudando a cuidar das crianças e do sítio.</p>



<p>• Visconde de Sabugosa: assim como a Emília, o Visconde também é um boneco vivo, feito de sabugo de milho, conhecido por sua inteligência.</p>



<p>• Cuca: personagem antropomórfico (com características humanas e animais). A Cuca faz as vezes de vilã da história, sendo uma bruxa com corpo de jacaré e comportamento humano, vingativa e sempre planejando como invadir o sítio.</p>



<p>Outros personagens conhecidos e recorrentes também não podem ficar de fora, como o Marquês de Rabicó, o Tio Barnabé, e o Burro Falante, além de personagens folclóricos como o Saci e a Iara.</p>



<p>O estilo literário de Monteiro Lobato usa com frequência elementos folclóricos, sendo prevalente temas nacionais em suas histórias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Literatura não infantil</h2>



<p>Monteiro Lobato é conhecido principalmente por suas obras voltadas para o público infantil, porém a sua carreira não se resume a esse público. </p>



<p>Adepto dos contos e fábulas como gêneros literários favoritos, suas obras são pré-modernistas e costumam retratar os vilarejos e as pessoas da região do Vale do Paraíba, na época da crise do café.</p>



<p>Entre os livros publicados para o público adulto, estão os contos Urupês, de 1918, e Negrinha, de 1920. Além dessas obras existem os artigos de jornais, nos quais ele expressava suas opiniões sobre diversos temas, inclusive políticos. </p>



<p>Um desses artigos, de 1917, tornou seu nome conhecido depois de ser publicado pelo O Estado de S. Paulo, com o título “Paranoia ou Mistificação?”, no qual criticava uma exposição de Anita Malfatti.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Urupês</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/8/83/Urup%C3%AAs_capa_%281918%29.jpeg/230px-Urup%C3%AAs_capa_%281918%29.jpeg" alt=""/><figcaption>Imagem:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Urup%C3%AAs_(livro) </figcaption></figure>



<p>Como dissemos anteriormente, Urupês foi uma das obras não infantis mais conhecidas de Monteiro Lobato. A coletânea de contos e crônicas foi publicada em 1918, e atualmente ela é vista como uma das obras controversas do autor, devido ao modo como retrata a vida rural.</p>



<p>Essa coletânea teve origem com uma carta intitulada Velha Praga, e publicada no O Estado de S. Paulo em 1914. No texto, Monteiro Lobato desabafava sobre os problemas da seca onde morava, além de se queixar das queimadas causadas pelos moradores da região.</p>



<p>Um dos textos de Urupês, que tem o mesmo nome, possui um personagem famoso e controverso: o Jeca Tatu, personagem referido como caboclo, com características negativas e representando a miséria e o atraso econômico do país na época.</p>



<p>A caracterização de Jeca Tatu era a de um homem desleixado, sempre descalço, sem educação e cultura, ingênuo e crédulo. </p>



<p>Nas palavras do próprio Monteiro Lobato, quando questionado sobre o personagem, ele dizia: “Jeca Tatu não é assim, ele está assim”. Essa frase tinha a intenção de demonstrar o descaso do governo com a população rural pelo ponto de vista do autor.</p>



<p>No entanto, na quarta edição do livro, Monteiro Lobato pediu desculpas aos homens do interior por causa da representação deles como Jeca Tatu.</p>



<p>O personagem virou um símbolo nacionalista, utilizado inclusive durante a campanha presidencial de Rui Barbosa em 1918.</p>



<p>Apesar da questão controversa, Urupês é considerado um ícone da literatura por causa da linguagem utilizada na obra, com riqueza de expressões típicas da zona rural e uso de coloquialismos e neologismos tipicamente orais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Controvérsias</h2>



<p>Mesmo sendo um homem importante, ou talvez justamente por causa da sua importância, Monteiro Lobato sempre estava envolvido com alguma controvérsia, tanto em suas obras quanto em suas opiniões sobre política e cultura.</p>



<p>Em suas obras, já vimos a controvérsia envolvendo Urupês, mas mesmo O Sítio do Picapau Amarelo tem suas questões. </p>



<p>O personagem da Tia Nastácia, por exemplo, atualmente é visto como uma representação estereotipada e racista da época. Críticas semelhantes são feitas a caracterização do personagem do Tio Barnabé.</p>



<p>Com relação aos seus pensamentos sobre cultura, Monteiro Lobato foi crítico ao movimento modernista desde as suas primeiras manifestações em São Paulo, e deixou clara sua opinião com o artigo citado anteriormente sobre uma exposição da artista Anita Malfatti.</p>



<p>No artigo, publicado antes da Semana de 22, o autor criticou a pintura expressionista da artista, dizendo que seu trabalho era resultado de uma deformação mental. Essa crítica marcou o início do embate do autor com o movimento modernista.</p>



<p>O escritor também foi ativista na exploração de petróleo brasileiro, inclusive trabalhando em pesquisas para descobrir petróleo no país e, depois de encontrado o óleo na Bahia em 1939, ele passou a defender que o Brasil poderia se tornar tão rico quanto os EUA.</p>



<p>Seu interesse pelo assunto foi expresso em cartas trocadas com amigos engenheiros e em livros, como O Escândalo do Petróleo. </p>



<p>No livro ele escrevia sobre as dificuldades impostas pelo governo Vargas para a exploração do petróleo, dizendo que o governo não explorava e nem deixava ninguém explorar.</p>



<p>O tema chegou a ser explorado até mesmo em suas histórias infantis, sendo o foco do livro O Poço do Visconde, que sofreu diversas críticas na época por contradizer os especialistas do governo Vargas.</p>



<p>Eventualmente, o embate de Monteiro Lobado com o governo resultou na sua prisão durante seis meses, em 1941, sob a acusação de ataques contra o governo, afinal ele não escondia sua oposição ao governo Vargas.</p>



<p>Monteiro Lobato não negava ser um artista nacionalista, que lutava pela independência cultural, econômica e tecnológica do Brasil, até a sua morte em 1948.</p>
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