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	<title>diplomacia &#8211; Paco Editorial</title>
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		<title>Análise da obra “Um monarquista nas repúblicas: A diplomacia de Francisco Adolfo de Varnhagen nas Repúblicas do Pacífico, 1863-1867”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paco Editorial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jun 2021 15:26:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O livro de José Augusto Ribas Miranda tem por objeto, segundo informa o próprio autor, a atuação diplomática de Varnhagen enquanto foi ministro residente do Império do Brasil nas Repúblicas do Pacífico (Peru, Equador e Chile) entre 1863 e 1867. ]]></description>
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<p></p>



<p class="has-text-align-right">Por: Prof. Pedro Soares </p>



<p class="has-drop-cap has-text-align-left">O livro de José Augusto Ribas Miranda tem por objeto, segundo informa o próprio autor, a atuação diplomática de Varnhagen enquanto foi ministro residente do Império do Brasil nas Repúblicas do Pacífico (Peru, Equador e Chile) entre 1863 e 1867. De imediato, assim, o trabalho mostra-se relevante na medida em que a atuação diplomática do Visconde de Porto Seguro foi pouco explorada pela historiografia contemporânea, normalmente focada em seus extensos e importantes trabalhos historiográficos. O que Ribas Miranda nos mostra em seu livro é que não podemos dividir Varnhagen em caixas e categorias. Se seu trabalho como Historiador abriu-lhe as portas para a diplomacia, o trabalho diplomático permitiu-lhe aprofundar os estudos históricos. Historiador-Diplomata, eis Varnhagen.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-left">O livro de Ribas Miranda é dividido em quatro capítulos, os dois primeiros devotados à apresentação de ideias e valores de Varnhagen e os dois seguintes à sua atuação diplomática nas Repúblicas do Pacífico.</p>



<p class="has-text-align-left">No primeiro capítulo, Ribas Miranda, considerando a relevância do estudo e da pesquisa históricos para Porto Seguro, inicia por estabelecer quais eram os princípios que norteavam a historiografia de nosso grande historiador pátrio. Indica que três eram esses princípios: a verdade, a justiça e a imparcialidade. Tais valores coadunavam-se perfeitamente com as reflexões teóricas daquele momento em que a História se afirmava como ciência acadêmica aqui e na Europa. O autor de “Um monarquista nas Repúblicas”, contudo, vai além. Não só mostra essa conexão de Varnhagen com a historiografia da época, como demonstra como esses princípios se vincularam com sua vida de diplomata, por mais que a ideia de ‘imparcialidade’ possa parecer estranha à natureza intrínseca da atividade diplomática.</p>



<p class="has-text-align-left">Na sequência, o autor mostra-nos a forte convicção monarquista de Porto Seguro, elemento fundamental para explicar sua perspectiva sobre as República onde atuou e sua vida na diplomacia imperial. Varnhagen acreditava fortemente que o regime político brasileiro era superior aos de seus vizinhos e o motivo pelo qual o Brasil era mais estável e possuía uma civilização mais avançada. Não somente isso, mas Ribas Miranda também demonstra como a política euro-orientada do Brasil à época muito devia à própria existência da monarquia no país, levando o Império, por vezes, a formar laços mais estreitos com monarquias na Europa que com seus vizinhos republicanos &#8211; um movimento que foi alterado muito lentamente ao longo do século XIX.</p>



<p class="has-text-align-left">Indicados os princípios de Porto Seguro, Ribas Miranda se dedica mais propriamente à sua ação diplomática nas Repúblicas do Pacífico. Trabalha separadamente os dois eventos mais importantes com que lidou Varnhagen: o Congresso de Lima de 1864-1865 e a crise das Ilhas Chincha, que envolveu Peru, Chile, Bolívia e Equador versus Espanha entre 1864-1866.</p>



<p class="has-text-align-left">No capítulo 3, o autor nos informa da forte oposição de Varnhagen à participação brasileira no Congresso de Lima convocado pelo Peru, posição que então foi adotada pelo ministério imperial. Sua resistência se dava principalmente porque existia a possibilidade de serem discutidas questões fronteiriças e como o Brasil possuía muitas querelas em aberto, ficaria em desvantagem. Apesar da recusa em participar, a maneira como se portou o diplomata brasileiro não acarretou em fragilização das relações com o anfitrião (Peru), nem com os demais participantes.</p>



<p class="has-text-align-left">No último capítulo, por fim, Ribas Miranda se debruça mais detalhadamente sobre a crise diplomática iniciada pela Espanha ao invadir as ilhas Chincha, consideradas peruanas. A situação, que desembocou em guerra aberta, foi bastante delicada para Varnhagen e para o Brasil. A neutralidade estrita adotada pelo Império era melindrosa: de um lado estava a Espanha cuja Rainha era ligada dinasticamente à casa imperial; do outro, estava a América hispânica unida na condenação à agressão de Espanha. O Brasil não queria alienar nenhum dos dois lados num momento que lutava contra o Paraguai e o responsável por essa tarefa, no lado americano, foi Porto Seguro. Obteve sucesso em não atrair a reprovação de muitos dos vizinhos. A única exceção foi o Peru que, entre 1867 e 1869, teve relações cortada com o Império, tanto por conta de questões anteriores quanto da postura brasileira em face da crise mencionada.</p>



<p class="has-text-align-left">O livro de José Augusto de Ribas Miranda, assim, tem o mérito de tratar de um objeto pouco explorado na historiografia nacional; de aumentar a complexidade da figura de Varnhagen; de criar os nexos entre o historiador e o diplomata; e, por fim, de auxiliar na compreensão do lento movimento de alteração dos eixos diplomáticos do Brasil em direção à América.</p>



<p class="has-text-align-left">Feitas as considerações mais gerais, algumas críticas são cabíveis. Para além de aspectos formais (em certos momentos repetição de palavras e uso de vocábulos inadequados &#8211; vide “implicância” na p. 75, p.ex.), acredito que o autor poderia ter desenvolvido mais detalhadamente a atuação de Varnhagen no último capítulo. A atuação de Porto Seguro fica diminuta frente ao amplo espaço dado à crise das Ilhas Chincha. De fato, o capítulo parece mais tratar da crise em si do que de Varnhagen, que se torna quase acessório à narrativa geral da seção. Também me parece que uma expansão acerca das questões teóricas sobre prestígio nas relações internacionais seria de bom tom.</p>



<p class="has-text-align-left">De toda sorte, para os interessados na vida de Porto Seguro e na diplomacia da conturbada década de 1860, “Um monarquista nas Repúblicas” é uma boa indicação.</p>



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<p><strong>Sobre o autor do artigo</strong></p>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:auto 24%"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Pedro-H.-Soares_2-1-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-19001 size-full" srcset="https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Pedro-H.-Soares_2-1-683x1024.jpg 683w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Pedro-H.-Soares_2-1-200x300.jpg 200w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Pedro-H.-Soares_2-1-768x1152.jpg 768w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Pedro-H.-Soares_2-1-1024x1536.jpg 1024w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Pedro-H.-Soares_2-1-1365x2048.jpg 1365w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Pedro-H.-Soares_2-1-1140x1710.jpg 1140w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Pedro-H.-Soares_2-1-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-text-align-left"><strong>Pedro&nbsp;H. Soares Santos</strong>&nbsp;é graduado e mestre em História pela Univerdade de Brasília. Atualmente está cursando seu doutorado em História política do Brasil na mesma instituição. É professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal desde 2014 e ministra cursos de História Mundial e História do Brasil para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata desde 2017. Pesquisa História das relações internacionais entre o Brasil e a Santa Sé entre o fim do século XIX e o início do século XX.</p>
</div></div>



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<p><strong>Sobre o livro</strong></p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:38% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="779" height="1024" src="https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/2796-Capa-3D_2-779x1024.png" alt="" class="wp-image-19004 size-full" srcset="https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/2796-Capa-3D_2-779x1024.png 779w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/2796-Capa-3D_2-228x300.png 228w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/2796-Capa-3D_2-768x1009.png 768w, https://editorialpaco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/2796-Capa-3D_2.png 1137w" sizes="(max-width: 779px) 100vw, 779px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-text-align-left">Este livro trata sobre a trajetória diplomática de Varnhagen. Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878) o historiador que escreveu o império também ajudou a desenhar as fronteiras e a política externa do Brasil, foi diplomata de carreira e atuou em temas chaves da política externa brasileira em meados do século XIX. Em um Império rodeado de Repúblicas, sua representação diplomática se deu entre dilemas de Monarquia e República, Verdade e Imparcialidade, História e Diplomacia. Inserido em uma política externa amplamente euro-orientada, foi inconscientemente um dos precursores da americanização das relações do Brasil, atuando junto as repúblicas do Peru, Chile e Equador entre 1863 e 1867.&nbsp;</p>
</div></div>



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