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	<title>data comemorativa &#8211; Paco Editorial</title>
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		<title>Quem foi Carolina Maria de Jesus?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paco Editorial]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Mar 2021 18:30:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Conheça a trajetória de Carolina Maria de Jesus, também conhecida como Maria Carolina de Jesus, uma das primeiras e mais importantes autoras negras publicadas no Brasil]]></description>
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<p class="has-drop-cap"><strong>Carolina Maria de Jesus</strong>, também conhecida como Maria Carolina de Jesus, foi uma das primeiras e mais importantes autoras negras publicadas no Brasil.</p>



<p>Seu potente trabalho literário que passeia entre romances, contos, crônicas, poemas, peças de teatro, canções e textos de gênero híbrido, contam sobre a solidão, a fome, a pobreza, o amor, a maternidade e outros temas.</p>



<p>Vivendo à margem, Carolina Maria de Jesus encontra na escrita uma forma de sair da invisibilidade social que vivia, e acabou se tornando também, um instrumento de denúncia social.</p>



<p><strong>Origem</strong></p>



<p>Carolina Maria de Jesus nasceu em Sacramento, no interior de Minas Gerais, em 14 de março de 1914. Sua história, desde o início, é atravessada pela miséria. Filha de uma lavadeira analfabeta e com sete irmãos, passava uma vida cheia de privações e dificuldades.</p>



<p>Estudou apenas dois anos formalmente, no colégio Alan Kardec, onde ingressou com sete anos e fez a primeira e segunda séries do ensino fundamental. Teve que deixar a escola depois que se mudarem para a roça, pois sua mãe não conseguia mais manter a família na cidade.</p>



<p>Apesar do pouco tempo de estudo, Carolina aprendeu a ler e escrever e despertou para o mundo das palavras.</p>



<p><strong>Mudança para São Paulo</strong></p>



<p>Até os anos de 1930, a família de lavradores migrou para Lajeado (MG), Franca (SP), Conquista (MG), e voltaram definitivamente para Sacramento.</p>



<p>Em 1937, após perder a mãe, Carolina Maria de Jesus decide se mudar para São Paulo. Estava com 23 anos. Lá, trabalhou como empregada doméstica.</p>



<p>Mas no ano seguinte à sua chegada a São Paulo, Carolina ficou grávida. O pai da criança a abandona e fica muito mais difícil conseguir trabalho e lugar para morar. Acaba, então, se mudando para a Favela do Canindé, à margem esquerda do rio Tietê.</p>



<p>Foi neste lugar que Carolina Maria de Jesus deu à luz seus três filhos: João José, José Carlos e Vera Eunice, cada um de um relacionamento diferente. A família subsistia recolhendo materiais recicláveis pelas ruas.</p>



<p>Carolina registrava sua vida. Escrevia sobre o que conhecia, sobre suas dores. Em seus diários registrava a realidade da favela. Era apaixonada pelos livros.</p>



<p><strong>Descoberta</strong></p>



<p>O jornalista Audálio Dantas estava na Favela de Canindé pesquisando para uma matéria que falava sobre a expansão daquela comunidade e, ao conversar com moradores, conheceu Carolina Maria de Jesus.</p>



<p>Ela lhe mostrou vinte cadernos cheios de relatos e, de imediato, Audálio percebeu o talento de Carolina. Decidiu então ajudá-la a publicar seu primeiro livro.</p>



<p><strong>Quarto de Despejo</strong></p>



<p>Dantas convenceu uma editora a publicar os diários de Carolina de Jesus com o título “Quarto de Despejo”, em referência a como ela mesma percebia a favela em oposição à cidade.</p>



<p>Em 1960, “Quarto de Despejo: diário de uma favelada” é lançado, tornando-se um grande sucesso. O livro foi traduzido para cerca de treze línguas e chegou a mais de quarenta países, vendendo por volta de um milhão de cópias em todo o mundo.</p>



<p>Com o sucesso, Carolina deixa a favela e compra uma casa em Alto de Santana. Entre homenagens e agraciações, Carolina Maria de Jesus publica “Casa de Alvenaria: Diário de uma Ex-favelada” (1961), “Pedaços da Fome” (1963) e “Provérbios” (1963).</p>



<p><strong>Pós-ascensão e legado</strong></p>



<p>Em poucos anos Carolina começou a ser esquecida pelo mercado editorial. Se mudou para um sítio na periferia de São Paulo e morreu no dia 13 de fevereiro de 1977. Terminou a vida quase nas mesmas condições que começou.</p>



<p>A pesquisa para o livro “Cinderela negra: a saga de Carolina Maria de Jesus”, feito pelo historiador José Carlos Sebe Bom Meihy em parceria com o historiador norte-americano Robert Levine, localizou, junto à família da escritora, uma caixa com trinta e sete cadernos com poemas, contos, romances e peças de teatro.</p>



<p>Com todo esse material foram publicados alguns livros póstumos como: Diário de Bitita (1986), Meu estranho diário (1996), Antologia pessoal (1996) e Onde estaes felicidade? (2014).</p>



<p><strong>Carolina Maria de Jesus</strong>&nbsp;foi uma força descomunal. Uma porta voz da vida comum e das experiências reais. Ainda transforma quem a lê com sua verdade. A sua luta dentro e fora das palavras ainda não recebeu toda a reverência que lhe cabe. Que seu nome e obra vivam para sempre!</p>
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