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	<title>assistente &#8211; Paco Editorial</title>
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		<title>15/05 &#8211;  DIA DO ASSISTENTE SOCIAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paco Editorial]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2020 12:11:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma profissão que, por muito tempo, não era reconhecida nem pelo Estado e nem pela sociedade. De origem das obras de caridade, praticadas pela Igreja Católica, a profissão de assistente social nasceu em busca de melhores condições de vida a todos os cidadãos.]]></description>
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<p><em>Uma profissão que, por muito tempo, não era reconhecida nem pelo Estado e nem pela sociedade. De origem das obras de caridade, praticadas pela Igreja Católica, a profissão de <strong>assistente social</strong> nasceu em busca de melhores condições de vida a todos os cidadãos.</em></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>Em nosso site Paco Livros temos obras sobe o assunto que podem muito ajudar a entender mais sobre essa profissão:</p>



<div class="wp-block-button aligncenter"><a class="wp-block-button__link has-text-color has-very-dark-gray-color has-background has-vivid-green-cyan-background-color" href="https://www.pacolivros.com.br/servico-social">me leve para o site</a></div>



<p>Desde a regulamentação da ocupação, em 15 de maio de 1962, foi instituído o dia do <strong><a href="https://www.pacolivros.com.br/servico-social">assistente social</a></strong> no Brasil. Embora a profissão tenha passado por mudanças ao longo das décadas, <strong>o dia 15 é resguardado como momento de celebrar e dar visibilidade a esses profissionais</strong>. </p>



<p>Instalados em órgãos governamentais, hospitais, escolas e entidades sociais, os <strong>assistentes sociais</strong> trabalham tanto na elaboração quanto na fiscalização e implementação de políticas públicas. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Profissional que discute direitos: como tudo começou?</h2>



<p>Se hoje falamos em direitos da criança e do adolescente, direitos das mulheres, dos idosos e das pessoas com deficiência, é porque <strong>existe uma história de profissionais assistentes sociais que batalharam para que os direitos das minorias pudessem ser reconhecidos</strong>.</p>



<p>Demarcado pelo período colonial, o Brasil sofreu as influências portuguesas, que determinou as características de um país agrário e escravocrata. Como tal, não se falava em direitos. <strong>Essa discussão só começou a ser feita quando os imigrantes europeus chegaram ao Brasil</strong>.</p>



<p>A emergência de uma classe burguesa no país fez com que alguns poucos direitos fossem sendo concedidos como troca de privilégios. </p>



<p>Na Europa, as discussões por direitos civis, políticos e sociais já vinham sendo feitas desde a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, elaborada durante a Revolução Francesa. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Assistência social no campo da Filantropia</h2>



<p>Em um Estado Imperial e que existia a preocupação com a manutenção da nobreza, <strong>as minorias eram relegadas ao terceiro plano</strong>. Com isso, a Igreja Católica, que tem como um dos princípios o amor ao próximo, tomou a iniciativa de ajuda aos pobres.</p>



<p><strong>Direitos básicos que conhecemos hoje, como direito à alimentação, moradia e assistência médica, por exemplo, não existiam</strong>. Afinal, a pobreza era tida como falta de caráter ou, simplesmente, caso de preguiça. </p>



<p>Por outro lado, não era vista como uma questão social. Essa discussão só começaria a ser feita por volta da década de 1930, quando o governo assume uma ação populista sobre os direitos civis, políticos e sociais. </p>



<p><strong>A assistência social, embora começasse a ser dirigida pelo Estado, era relegada ao plano do assistencialismo ou concessão do governo</strong>. Os primeiros cidadãos a terem direitos sociais foram os trabalhadores formais. A iniciativa foi tomada em vista de conter as manifestações da classe trabalhadora emergente. </p>



<p>Um dos primeiros passos para a regulamentação da profissão de <strong>assistente social</strong> ocorreu em 1936, com a <strong>criação da primeira escola de Serviço Social, também ligada à Igreja Católica</strong>.</p>



<p>Mas lembra que mencionamos que a pobreza não era tida como uma questão social? Pois bem, o trabalho do <strong>assistente social</strong>, no início, estava <strong>voltado à correção dos desajustados e a controlar os conflitos sociais</strong>. </p>



<p>Resumindo, o Estado não queria problemas. Por isso, a profissão sofria com as influências políticas e partidárias. Sendo assim, cabia ao <strong>assistente social</strong> tratar o indivíduo e não a coletividade. </p>



<p>Como uma forma de aproximação entre o <strong>assistente social</strong> e o governo, <strong>em 1942, é criada a Legião Brasileira de Assistência Social (LBA)</strong>. Era marcada pelo trabalho feminino e sofria a interferência governamental em suas atuações. </p>



<p>Daí provém a estreita relação entre as primeiras-damas e as ações de assistência social, pois a presidência do órgão, na época, foi destinada à então primeira-dama, esposa de Getúlio Vargas. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Como se deu a expansão do trabalho do assistente social?</h2>



<p>Com a Legião, o trabalho do <strong>assistente social</strong> se expande para as demais regiões do país e o órgão dá apoio também às escolas de Serviço Social que estavam em desenvolvimento. </p>



<p><strong>Nos anos que se seguiriam, mais ou menos até 1945, a Igreja Católica leva para dentro do cristianismo uma proposta de diminuição das barreiras sociais entre os indivíduos</strong>. </p>



<p>É desse momento, então, que surgem as diferentes irmandades cristãs católicas, que tinham a intenção de atuar nas práticas sociais. </p>



<p>A partir daqui, as primeiras entidades de assistência social ganham espaço, com trabalhos voltados a atender as comunidades.</p>



<p>Desde os anos de 1960, com a instauração da Ditadura Militar, há um aumento muito grande da população vulnerável. Embora o Estado passe a agir para minimizar a situação social, é desse período a criação de órgãos técnicos, tais como Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (Funabem) e o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS)</p>



<p>A grande mudança para a profissão de <strong>assistente social</strong>, porém, viria com <strong>a retomada de direitos e a promulgação da Constituição Brasileira, em 1988</strong>. </p>



<p>A partir de então, <strong>a assistência social deixa de ser tratada como um favor e passa a ser vista como um direito do cidadão e um dever do Estado</strong>. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais mudanças a Constituição trouxe para o assistente social?</h2>



<p><strong>O tripé da Seguridade Social é uma das principais marcas da Constituição, com direitos previstos para as áreas da saúde, assistência social e Previdência</strong>. A partir de então, estabelece-se o Estado Democrático de Direito. </p>



<p>O acesso aos serviços públicos é visto como uma prioridade para se alcançar, em todo território nacional, maior igualdade de direitos. </p>



<p>Nesse momento, as entidades sociais estavam no comando do debate sobre a assistência social no país. </p>



<p><strong>Se antes a assistência social era delegada aos mais necessitados ou aos trabalhadores formais, a Constituição de 1988 muda esse paradigma e traz o acesso universal</strong>. Ou seja, ela precisa ser prestada independentemente de contribuições. </p>



<p>Além disso, o trabalho do <strong>assistente social</strong> deixa de ser tido como o enfrentamento à pobreza, simplesmente, para ser respaldado pelo <strong>enfrentamento às desigualdades sociais</strong>. </p>



<p>A assistência social, no entanto, era debatida apenas dentro dos órgãos governamentais e nas entidades sociais. Para ampliar a participação da sociedade civil e prever mecanismos de gestão, <strong>em 1993, é aprovada a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas)</strong>.</p>



<p>Com o texto legislativo, o <strong>assistente social</strong> ganha respaldo jurídico para lutar por direitos sociais, pois esses estão previstos em lei. </p>



<p>Além disso, a Loas estabelece a participação de estados e municípios na gestão da política de assistência social, o que abre espaço para contratação de profissionais graduados em serviço social em diferentes áreas governamentais. </p>



<p>Outra grande mudança importante para a profissão ocorreu em 2005, com a <strong>criação do Sistema Único de Assistência Social (Suas)</strong>, inspirado nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS). </p>



<p>Pelo Suas, os serviços, benefícios e programas passam a ser organizados em instâncias e há uma padronização no atendimento à população. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são as áreas da assistência social?</h2>



<p>Dentro da assistência social, há uma organização que se distribui da seguinte maneira:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Proteção Social Básica</strong>: destinada à manutenção de vínculos familiares e sociais e com a proposta de fazer com que o indivíduo esteja inserido no mercado de trabalho e na comunidade. É realizado, principalmente, nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras); </li><li><strong>Proteção Social Especial</strong>: nesse momento, atua-se para reestabelecer os vínculos sociais, pois esses já foram violados. Além dos vínculos, a proteção especial também trabalha para proteger direitos, que também se encontram violados. Para esse trabalho, existem os Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas). </li><li>Inserção de pessoas vulneráveis nas políticas públicas; </li><li>Prevenção da vulnerabilidade por meio de iniciativas que promovam a inclusão, a exemplo de programas nos Cras e oferta de benefícios sociais; </li><li>Promoção social dos indivíduos, com estratégias que o coloquem no mercado de trabalho, para que ele tenha autonomia para tomar decisões em todos os âmbitos da vida. Assim, o cidadão não precisa ser dependente de algum programa em específico; e </li><li>Proteção de direitos, principalmente das pessoas vulneráveis e que não possuem acesso à renda e demais políticas públicas. </li></ul>
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