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	<title>Africa &#8211; Paco Editorial</title>
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		<title>Brasil e África: impossível negar essa ligação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paco Editorial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2020 22:12:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No século XVI um total de 50.000 negros; no século XVI, o número salta para 560.000; no século XVII para 1.680.100 e durante apenas cinquenta anos do século XIX, 1.732.200 negros são desembarcados nas costas brasileiras. A partir de 1850 fica proibida a entrada de escravos negros no Brasil.(PINSKY, 2009, p.40).]]></description>
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<p class="has-text-align-left"></p>



<p class="has-text-align-right">Maria da Conceição Dal Bó Vieira[1]</p>



<p class="has-drop-cap">Os laços que unem Brasil e África são antigos e profundos, em especial, quando lembramos que um grande número de africanos foi trazido ao Brasil, para aqui trabalhar como escravo.</p>



<p>Segundo mostra um gráfico, apresentado no livro “A escravidão no Brasil” foi sempre crescente o fluxo de africanos escravizados para o Brasil, sendo:</p>



<p>No século XVI um total de 50.000 negros; no século XVI, o número salta para 560.000; no século XVII para 1.680.100 e durante apenas cinquenta anos do século XIX, 1.732.200 negros são desembarcados nas costas brasileiras. A partir de 1850 fica proibida a entrada de escravos negros no Brasil.(PINSKY, 2009, p.40).</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Evidentemente, é preciso lembrar que essas pessoas reduzidas à condição de peça, vendidos como uma coisa ou um objeto foram vítimas das maiores violências e que tal tragédia não pode ser apagada ou menosprezada, pois:</p>



<p>A recuperação do passado com vistas à compreensão do presente e à iluminação do futuro – o papel do historiador – passa necessariamente pela constatação das mazelas e violências de que o povo tem sido vítima. E ter sido tratado como mercadoria foi uma das maiores violências perpetradas contra o povo negro. (PINSKY, 2009, p. 45).</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O povo negro vítima de tanta violência, todavia, contribuiu para o desenvolvimento econômico do Brasil, afinal, foi durante séculos o mão-de-obra que atuou nos engenhos de cana de açúcar, na mineração, na lavoura do café e em tantos outros trabalhos que aqui realizaram.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe lembrar que não apenas no campo da economia o Brasil está ligado ao continente africano, sendo devedor dos africanos e seus descendentes pelas conquistas econômicas, como também, no campo das manifestações culturais, que ainda hoje estão muito presentes e vivas na sociedade brasileira e que são originárias da África.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, pode-se lembrar dos diferentes cultos aos orixás, entidades ancestrais e da natureza, que são reverenciados no Candomblé e na Umbanda, além do Catolicismo negro, que a partir do ensino da religião Católica aos africanos escravizados faz surgir, no Brasil, as associações ou irmandades religiosas de “homens pretos”, sendo que:</p>



<p>Os principais santos de devoção das irmandades de “homens pretos” eram Nossa Senhora do Rosário, Santa Efigênia e São Benedito. Além de cuidar do culto do santo elas faziam o enterro dos irmãos mortos, mandavam rezar missas pelas suas almas e amparavam suas famílias caso elas não tivessem nenhum recurso. (SOUZA, 2007, p. 116).</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na religiosidade do povo brasileiro essas manifestações estão presentes demonstrando sua força e permanência, tanto entre os descendentes dos africanos como entre outros, que não são descendentes dos escravizados que para o Brasil foram trazidos, pois essas pessoas escolheram a religiosidade de origem africana como sua maneira de viver a espiritualidade.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Importa ainda lembrar a grande quantidade de palavras que a nossa língua, a Língua Portuguesa que falamos no Brasil, recebeu dos povos africanos, assim como a imensa presença da cultura africana na música brasileira e em tantos outros aspectos da sociedade brasileira.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Haveria muito mais para citar, enquanto contribuição e presença dos africanos e seus descendentes no Brasil, todavia, ainda que tenham dado tantas contribuições ao progresso do país, mesmo assim, eles ainda são vítimas de um racismo persistente, na medida em que:</p>



<p>Pode-se dizer que o racismo brasileiro constitui uma espécie de discurso costumeiro, praticado como tal, porém pouco oficializado. Com efeito, uma das especificidades do preconceito vigente no país é o seu caráter não oficial. (SCHWARCZ, 2010, p. 52)</p>



<p>Uma tarefa inadiável para a sociedade brasileira é vencer essa vergonhosa barreira de preconceito e discriminação que impede a verdadeira união entre povos originários desta terra, os africanos e todos aqueles que, oriundos de diversas partes do mundo, hoje constituem o povo brasileiro.</p>



<p>Nesse sentido, medidas como a adoção de leis que tratam da necessidade de se estudar, nas escolas de ensino fundamental e médio, a contribuição inestimável dos povos africanos bem como sua história e cultura, são passos importantes na luta contra o preconceito e a discriminação.</p>



<p>Cabe destacar, sobretudo, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9394, de 1996 e a Lei 11.645, de 2008 que determinam a obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira em todas as escolas públicas e privadas do Brasil.</p>



<p>Finalmente, é preciso valorizar e divulgar a importância da Lei 12.519, de 10 de novembro de 2011, que instituiu o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, como uma forma de refletir sobre a questão do racismo no Brasil e de quais caminhos o país deseja percorrer para vencer o que Joaquim Nabuco escreveu: “<em>A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”. </em>(NABUCO, 2004, p. 137).</p>



<p>Referências bibliográficas:</p>



<p>NABUCO, Joaquim. Minha formação. São Paulo: Martin Claret, 2004.</p>



<p>PINSKY, Jaime. A escravidão no Brasil. 20ª ed. São Paulo: Contexto, 2009.</p>



<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. Racismo no Brasil. 2ª ed. São Paulo: Publifolha, 2010.</p>



<p>SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. 2ª ed. São Paulo: Ática, 2007.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>[1] Pedagoga, Mestre em Educação e, atualmente, professora da Faculdade Cerquilho – FAC.</p>
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