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Religiosidade e Saúde Mental

Indagar sobre o sentido da vida é um ato próprio da condição humana. Por que existimos? A existência humana não passa incólume a essa e outras indagações sobre a nossa orfandade original.

Chegamos a esse mundo sem consciência de onde viemos. Deparamo-nos com uma realidade que nos antecede e nos lança em uma jornada cujas referências, apesar daquelas ofertadas pela cultura, família etc., não são suficientes para suprir a tendência humana de busca por respostas sobre si mesmo e sobre o transcendente

Nessa jornada estamos sujeitos a nos perder, nos (re)encontrar e também podemos ser encontrados por uma potência que vem ao nosso encontro. Talvez seja essa uma das mais belas definições sobre religião: a certeza de que, em algum momento da nossa vida, algo se dirige a nós no caminho.

Van Der Leeuw, pensador holandês, usa a expressão homo religiosus para defender a ideia de que todo humano é religioso. Ele chama o ateísmo de religião da fuga, a via daqueles que se esquivam do encontro inevitável com a potência e buscam encontrá-la nas atividades humanas.

A pessoa religiosa, por sua vez, almeja esse encontro, busca essa potência. Essa busca, aditada pelo anseio de redenção, salvação, cura e contato com transcendente talvez sejam as características que aproximam todas as religiões, o que nos permite valorizar o diálogo inter-religioso. Não à toa, salvação (heil), curar (heilen) e santo (heilig) originam-se do mesmo radical.

A potência é inenarrável, é o totalmente Outro, é numinoso, é fascinante, é misterioso e diante dEle ou dEla somos reduzidos ao nada.

Obviamente que essa busca pode se dar por várias vias, religiosas ou não. Mas não se pode negar que as religiões são importantes canais para algumas respostas, para o encontro do sentido e com o transcendente. E respostas nesse campo não requerem materialidade, ou são aceitas ou são negadas; são verdades pessoais baseadas na experiência religiosa.

Temas como religião, religiosidade e espiritualidade costumam emergir quando a vida é questionada, nos momentos de ruptura, perdas, terror; ocasiões propícias em que irrompem as indagações sobre o sentido ou a falta dele.

Nesses momentos os sistemas religiosos tendem a ser considerados, seja como fonte de respostas pessoais, seja como via de cuidado. Por esses e outros motivos, pessoas em situações limite costumam buscar apoio em crenças religiosas ou espirituais como forma de lidar com as dificuldades e encontrar conforto.

Em um contexto no qual a vivência do sofrimento tende a acentuar a fragilidade emocional e o temor da morte, as referências religiosas podem contribuir para uma forma de lidar de maneira mais positiva com as situações que geram angústia.

Nesse campo não importa em que ou no que se crê. Pode-se crer, inclusive, que não se crê. A crença é absoluta e deve ser respeitada como tal. Não necessita de justificativa, explicação ou materialidade. É indiferente aos apelos da razão. É um ato de fé que modifica nossa relação com o mundo, com a vida e com a morte.

Gostou do tema? Confira o livro publicado pela Paco Editorial:

O livro traz um importante estudo sobre religiosidade e saúde mental, com enfoque no contexto da cidade de Belém-PA, cuja presença no cenário religioso brasileiro é notória pela procissão do Círio de Nazaré, nacionalmente conhecida, e por ter sido berço de uma das maiores denominações evangélicas do país no início do século passado, a Assembleia de Deus.

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