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Modernidade em Desalinho por Rogério Souza Silva
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Modernidade em desalinho: costumes, cotidiano e linguagens na obra humorística de Raul Pederneiras (1898-1936) por Rogério Souza Silva

Rogério desenvolve seu trabalho com grande competência e informação, tanto documental quanto teórica, mais brilho expositivo e analítico, convidando o leitor a pensar sobre sutis nuances de um intelectual e artista de incontáveis faces.


Queremos já compartilhar o canal do Rogério no Youtube apresentando dois vídeos referentes à sua obra.:

Video 01 Modernidade em Desalinho FINAL:

LANÇAMENTO: Modernidade em desalinho: costumes, cotidiano e linguagens na obra humorística de Raul Pederneiras (1898-1936). Sinopse: Em 1904, Raul Pederneiras escreveu: “É que, por baixo dessa camada de civilisação e cultura, tênue e fragil, existe o animal indomavel, o animal primitivo, o animal homem…” ⃰⃰⃰. A vida intelectual desse homem multifacetado teve início entre o entardecer do século XIX e o alvorecer do século XX. Sua produção humorística, permeada de ironias, deu-se em um cenário de profundas mudanças no Brasil e no mundo. Mesmo tendo, em momentos específicos, caído nas armadilhas de seu tempo, ele notou que o progresso poderia trazer retrocessos para a humanidade, que a civilização poderia ser engolfada pela barbárie e que a modernidade poderia ruir.
⃰⃰ Nas citações das fontes, o autor optou pela preservação do português original.

Raul Pederneiras e suas múltiplas linguagens artísticas e intelectuais:

Raul Pederneiras foi um homem de inúmeras áreas. Entre 1898 e 1953 (ano de sua morte), passou por, pelo menos, 13 atividades profissionais. Ele foi advogado, caricaturista, poeta, teatrólogo, compositor, ilustrador, pintor, professor da Escola de Belas Artes, reclamista, jornalista – exerceu o cargo de presidente da Associação Brasileira de Imprensa por dois mandatos –, realizou uma das primeiras animações do país e foi ator de cinco filmes, entre eles, Amor e boêmia (1918). Integram a sua produção intelectual e artística textos para jornais e revistas, além de incontáveis caricaturas em várias publicações, incluindo também quadros vendidos em exposições. Somam-se 17 livros publicados pelo autor ao longo de sua existência, sendo um de direito, três de cunho poético, três transcrições de peças teatrais, um dicionário de gírias, intitulado Geringonça carioca (1922), um livro de viagens, uma proto-história em quadrinho, um livro de ilustrações onomásticas e, por fim, seis textos nos quais a caricatura é o elemento central (conferências, coletâneas e técnicas). Há também prefácios e participações em obras coletivas.

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Modernidade em desalinho: costumes, cotidiano e linguagens na obra humorística de Raul Pederneiras (1898-1936).

Sinopse:

Raul Pederneiras foi identificado como um dos principais nomes brasileiros da caricatura e das artes gráficas que lhe são próximas, incluindo os quadrinhos. O rigoroso trabalho de Rogério Souza Silva acompanha exaustivamente o percurso do autor. Ao invés de um nome secundário num campo artístico considerado inferior, o que se vê nestas páginas é um multi-artista, que contribuiu largamente para a modernidade do traço caricatural entre nós. Pederneiras soube destacar-se na imprensa carioca pela ousada síntese do traço, inaugurando uma modernidade (problematizada, “em desalinho”, como o título desta obra salienta tão bem) brasileira no gênero que o diferenciava tanto do teor clássico de antecessores, caso de Angelo Agostini, quanto do viés mais descritivo ou virtuosístico do traço de seus talentosos companheiros de geração. Rogério desenvolve seu trabalho com grande competência e informação, tanto documental quanto teórica, mais brilho expositivo e analítico, convidando o leitor a pensar sobre sutis nuances de um intelectual e artista de incontáveis faces. (Marcos Silva, FFLCH-USP).

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Breve Currículo do Autor

Rogério Souza Silva nasceu em São Paulo, em 1971. É doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC -SP) e graduado em História pela Universidade Estadual Paulista (Unesp – Franca), mesma instituição na qual concluiu seu mestrado. Atua como professor na Universidade do Estado da Bahia (Uneb). É também autor de artigos e resenhas no Brasil e no exterior. Publicou, em 2001, o livro Antônio Conselheiro: a fronteira entre a civilização e a barbárie (Editora Annablume). Desenvolve, atualmente, a pesquisa intitulada Nada cordiais: as revistas O Malho e Careta na crise política de 1930.

Fundada em 2009, é uma editora voltada para a publicação de conteúdos científicos de pesquisadores; conteúdos acadêmicos, como teses, dissertações, grupos de estudo e coletâneas organizadas, além de publicar também conteúdo técnico para dar suporte à atuação de profissionais de diversas áreas.

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