Joguem como Homens

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O livro “Joguem como Homens! – Masculinidades, liberdade de expressão e homofobia em estádios de futebol no estado do Maranhão”, de João Carlos da Cunha Moura, é uma obra que aborda dois temas extremamente relevantes para serem debatidos na sociedade atual: gênero e futebol.

Lançamento da editora Paco Editorial, o livro já está disponível para venda nas livrarias de todo o país e também pela internet.

Sobre o livro

“Joguem como Homens! – Masculinidades, liberdade de expressão e homofobia em estádios de futebol no estado do Maranhão” é um estudo realizado por João Carlos da Cunha Moura, no qual ele aborda uma questão muito importante a ser discutida nos dias de hoje: os estádios de futebol como locais de exaltação à masculinidade e à virilidade.

Segundo o autor, o universo do futebol é cercado por uma série de normas preestabelecidas responsáveis por determinar o que é ser homem no Brasil, tais como agressividade, competição e derrota. São essas normas, vistas como naturais – especialmente pelos homens heterossexuais – que acabam por reiterar práticas prejudiciais a determinados grupos e que influenciam diretamente a construção social dos torcedores desde criança.

Além disso, no universo do futebol, tal como o conhecemos, isto é, reforçado por ações “masculinas” e “viris”, não sobra espaço para personagens do gênero feminino e , muito menos, para os homossexuais, ou “qualiras”, como são chamados no Maranhão.

Apesar das críticas proposta no livro, João Carlos faz questão de reforçar que o futebol vai além do discurso de violência simbólica e física, com o qual estamos acostumados. De acordo com ele, esse é um campo extremamente rico de expressões populares e coletivas, que é responsável pela projeção de muitas comunidades, a partir dos clubes.

De qualquer forma, é preciso reconhecer que um dos principais combustíveis dessa “paixão” nacional, que tanto exaltamos, ainda é a necessidade constante de reafirmar a masculinidade, por sinal tão frágil.

No livro, além de abordar a estreita relação entre o futebol e gênero, o autor apresenta outro ponto igualmente relevante para a compreensão da identidade nacional brasileira, que é a forma como nós damos sentido aos direitos, especialmente no que diz respeito à liberdade de expressão.

O livro, que possui 152 páginas, é dividido em quatro capítulos: 1. A reprodução de uma masculinidade pelo futebol; 2. O direito de fala; 3. Há de ser “bicha”, porém sem perder a masculinidade jamais; 4. Entrando em campo: performance masculina, liberdade de expressão e discurso de ódio nos estádios de futebol do Maranhão.

É uma leitura interessante, não apenas para profissionais do Direito, mas para todos aqueles que desejam conhecer esse universo tão rico e, ao mesmo tempo, tão problemático que é o futebol brasileiro.

Sobre o autor

João Carlos da Cunha Moura é Mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça, pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com o título “A era da delegação das responsabilidades”. Atua como professor do curso de Direito da Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB), além de ser servidor do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. Atualmente, João Carlos da Cunha Moura realiza doutorado em Direito pela Universidad Nacional de Mar del Plata.

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