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Você sabe de onde surgiu ou quais são as origens da noção que temos hoje sobre um mundo maravilhoso e fantástico? Mundo este, inclusive, que é reproduzido em diversos produtos culturais, como filmes, gibis, livros de conto, etc. Quem nunca, por exemplo, assistiu ou leu os livros que relatam o maravilhoso e fantástico universo de Nárnia e quis participar dele? Duvido muito que você não tenha tido esse desejo.

A questão é que o maravilhoso e o fantástico fascinam a sociedade há milênios, consolidando-se em seu imaginário, e como tais também fascinaram o pesquisador em História Cultural, Leonardo Velloso, autor da obra Um Maravilhoso Imaginário, publicada recentemente pela Paco Editorial.

Objetivando identificar como esse imaginário fantástico foi construído, quais são as suas origens, como e onde ele foi representado, qual foi a imagem que o homem lhe deu e por que lhe foi dada tal representação, o autor faz um percurso histórico-científico que é capaz de prender a nossa atenção do começo ao fim.

Empregando uma linguagem leve e fluida, o autor nos concebe fôlego o suficiente para concluir a obra de uma só vez. Mas, vale dizer, não é somente isso que faz com que a gente fique atento à obra, fixado nela. A escolha do tema trabalhado pelo pesquisador é instigante e pertinente tanto do ponto de vista histórico como cultural e social, considerando que se trata de uma obra que deixa um grande legado para os estudos no âmbito do imaginário social.

Como todo empreendimento científico precisa de um recorte metodológico, por uma questão de rigor e de tradição positivista, a obra está sustentada, especificamente, nos estudos detalhados de “livros maravilhas” como As viagens de Jean de Mandeville e o Libro Del Conosçimiento, os quais fornecem elementos comuns que se resvalam na tradição de descrição de lugares fantásticos, localizados nos extremos do mundo conhecido.

Guarnecido de tais elementos presentes nesses “livros maravilhas”, o autor busca confrontá-los com o objetivo de reconhecer a sua influência na produção cultural do Renascimento e da Idade Média, especificamente na literatura de viagens e na cartografia.

Como parte essencial, o esquema adotado de sustentação teórica na obra é vasto e capaz de fornecer solidez a ela. A obra conta com contribuições de teóricos essenciais (Michel Foucault, Roger Chartier, etc.) para um entendimento aprofundado de um mundo maravilhoso e fantástico, que habita o imaginário social desde a Antiguidade e que se faz presente, principalmente, no cerne da sociedade contemporânea.

Ainda que a obra não seja focada especificamente na reprodução do maravilhoso e do fantástico na produção cultural contemporânea, ela abre uma fresta e suscita questionamentos sobre os produtos culturais que consumimos neste século.

É, em outras palavras, uma obra atemporal, capaz de se fazer presente em debates e trazer à tona aspectos de diversas culturas e sociedades que foram influenciadas pelos esquemas mentais do maravilhoso e do fantástico.

Como atemporal e multidisciplinar, Um Maravilhoso Imaginário é fonte de conhecimento para qualquer ciência e, inclusive, uma ótima base para quem tem curiosidade em conhecer as origens daquele atípico mundo com monstros, princesas, fadas, heróis, etc.

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